Ó
uma ova!,
escorre
do peixe
mãe.
quarta-feira, julho 03, 2013
segunda-feira, julho 01, 2013
terça-feira, junho 18, 2013
É e é porque é dedicado ao intenso profundo distante azul horizonte que a palavra se deleita à espreita de um facho da luz transformadora.
A ausência de espaços tirando o fôlego traz-me o cansaço insuportável que é falar e respirar quando todas as operações são dificultadas.
Produzir, então, nem se fala nem se respira, nem se pensa. A palavra silenciosa é diferente, e igual, a pronunciada.
A ausência de espaços tirando o fôlego traz-me o cansaço insuportável que é falar e respirar quando todas as operações são dificultadas.
Produzir, então, nem se fala nem se respira, nem se pensa. A palavra silenciosa é diferente, e igual, a pronunciada.
Estar doente é o bicho da emoção, não sobrando barreira alguma pra esconder qualquer dilacerante-enorme ferida que se alimenta, na metáfora, da humanidade em mim. Sentar-me ao lado do banco vazio simulando tua companhia produzindo esse desejo, antes fluxo, na máquina minha: meu corpo sente todos os órgãos, antes invisíveis, maquinando desejosamente. Claro que as emoções estão inflamadas e não estourá-las é essa resistência sintomática entre melhorar ou adoecer de vez. Metáforas como seres a luz que ilumina meu dia, o calor que aquece o frio em mim e metonímias como tu seres o cálice que comporta minha vida, seres o copo d'água que mata sede, nada sorvem. De nada preenchem pois que todos os suportes, em caso nosso, estão vazios. Errantes às avessas, batem-me à porta a pedir-me que resista, serás forte, tens de o ser pois que já o fostes até então. Bradando aos quatro cantos em esquinas pela vida-toda-vida, as vias - de meu corpo, meu gozo, meu lugar - vão se preenchendo de arrepios, esperanças fortuitas e coquetéis salutares explodindo pelas gargantas que clamam.
Muito tem somado-se ao nós dos últimos tempos e a contemporaneidade do nós é maior que os dois primeiros pronomes pessoais da gramática. Ainda que gigantes consigam andar pelas ruas, esse corpo que sente é múltiplo de órgãos, desejos e produções: o uníssono das massas cria o gigante. Que se desperta, quebra a barreira à força e escancara da emoção doente de nossos dias algo maior, onde realidade e expectativa excederam seus próprios limites reais e fictícios.
Muito tem somado-se ao nós dos últimos tempos e a contemporaneidade do nós é maior que os dois primeiros pronomes pessoais da gramática. Ainda que gigantes consigam andar pelas ruas, esse corpo que sente é múltiplo de órgãos, desejos e produções: o uníssono das massas cria o gigante. Que se desperta, quebra a barreira à força e escancara da emoção doente de nossos dias algo maior, onde realidade e expectativa excederam seus próprios limites reais e fictícios.
domingo, abril 07, 2013
quarta-feira, março 27, 2013
sexta-feira, março 15, 2013
Ágora
Um pequeno fim
A marca da memória
relegado ao eterno
do que há em mim.
A marca da memória
fixada numa pedra
de ideias, na história.
Entre esquecer e a morte
não muito longe está
a linha que define a sorte.
Manter vivo defunto
não abre precedente
ao novo do assunto.
sexta-feira, março 08, 2013
E são somente estes
oito segundos que bastam.
Pra que no piscar dum instante,
tudo: e as coisas em mim se arrastam.
E cheio duma gastura
as palavras me afongentam
numa noturna ruptura,
os sentidos que faltam me orientam.
Mas é uma reticência a farfalhar
um abismo de orgulho,
porque ao invés de gargalhar
fico a pensar-me nos embrulhos
Que tive comigo quando
Contigo me esqueci
e ao tentar fazer-me brando,
com a rotina, enegreci.
E de encontro ao fim,
sou a tontura mista na areia.
Mesmo não querendo ser assim
quando penso-te, corres nas daqui veias.
oito segundos que bastam.
Pra que no piscar dum instante,
tudo: e as coisas em mim se arrastam.
E cheio duma gastura
as palavras me afongentam
numa noturna ruptura,
os sentidos que faltam me orientam.
Mas é uma reticência a farfalhar
um abismo de orgulho,
porque ao invés de gargalhar
fico a pensar-me nos embrulhos
Que tive comigo quando
Contigo me esqueci
e ao tentar fazer-me brando,
com a rotina, enegreci.
E de encontro ao fim,
sou a tontura mista na areia.
Mesmo não querendo ser assim
quando penso-te, corres nas daqui veias.
Largastes o novelo e
Aqui ficou um embaraço.
Não importa o meu apelo
Sozinho isso eu não desfaço.
Toda junta a linha
em pleno desalinho;
que tolice a minha
em pensar que não seria sozinho.
Porque é desses intervalos
entre tudo e nada
que a vida mostra os lados:
e ao canto, alma quebrada.
Puxo do novelo o novo
desenrolar dum caminho.
De novo envolto em meio ao povo
Reconquisto o meu alinho.
Aqui ficou um embaraço.
Não importa o meu apelo
Sozinho isso eu não desfaço.
Toda junta a linha
em pleno desalinho;
que tolice a minha
em pensar que não seria sozinho.
Porque é desses intervalos
entre tudo e nada
que a vida mostra os lados:
e ao canto, alma quebrada.
Puxo do novelo o novo
desenrolar dum caminho.
De novo envolto em meio ao povo
Reconquisto o meu alinho.
quarta-feira, fevereiro 27, 2013
Meus olhos 'inda apaixonados
Querem, de longe, te ver
E todos os precisos cuidados
Relembrando pra esquecer.
A tua figura não existe,
Nenhum vulto a passar.
Só esse amor que persiste
sentado, às arvores, a te esperar.
Não és como a barca, que passou
tampouco o futuro que não veio,
'inda junto cacos do que restou,
tua ausência tornada entremeio.
Querem, de longe, te ver
E todos os precisos cuidados
Relembrando pra esquecer.
A tua figura não existe,
Nenhum vulto a passar.
Só esse amor que persiste
sentado, às arvores, a te esperar.
Não és como a barca, que passou
tampouco o futuro que não veio,
'inda junto cacos do que restou,
tua ausência tornada entremeio.
sexta-feira, fevereiro 22, 2013
O que é isso de viver um luto da coisa viva? Que morte é essa que não há morto?
Só a presença fenece na longitude dos dias e, em cores densas, a realidade de agora, rumorosa relembra o espaço movido pelo singelo andar dos passos.
A sombra d'antes (pedante) se torna vulto no resoluto abstrato do meu silêncio. Aqui, algo existe vivendo tua morte em meus dias.
A noite toda sofro, tendo que ouvir(ver) sobre o interessante intervalo das ausências.
Só a presença fenece na longitude dos dias e, em cores densas, a realidade de agora, rumorosa relembra o espaço movido pelo singelo andar dos passos.
A sombra d'antes (pedante) se torna vulto no resoluto abstrato do meu silêncio. Aqui, algo existe vivendo tua morte em meus dias.
A noite toda sofro, tendo que ouvir(ver) sobre o interessante intervalo das ausências.
terça-feira, fevereiro 05, 2013
A numerologia coincidida
com o abstrair da tua figura,
Nossa mútua alma partida
Revolta-se na rasura
De dias que se buscam
sem um norte oferecer
E os truqes que todos usam
pra atenuar o esquecer.
Então encha-me os copos
de um sumo torpor puro entendimento
rumo, somente, ao alto topo
do lógico pensamento.
com o abstrair da tua figura,
Nossa mútua alma partida
Revolta-se na rasura
De dias que se buscam
sem um norte oferecer
E os truqes que todos usam
pra atenuar o esquecer.
Então encha-me os copos
de um sumo torpor puro entendimento
rumo, somente, ao alto topo
do lógico pensamento.
Abstral
O tempo ponto do desejo
e o mais fino significado
sublimado na fala de um lampejo
de paralelos desencontrados.
A linha esticada de extremos;
o caminho, não um seguir
todos são os mesmos
na variável maneira de ir.
E tudo-tanto se encontra
a fala e o silêncio sentido
olhando para a coisa, outra:
nem afetado nem atingido.
A primeira pessoa: saio do tempo
e todo reticente, zero ponto.
Do passado sobra o pó
fruto abstrato do pensamento.
Retirar do início o artigo
Desusar a mania desse nutrir
O uso é uso, não é castigo,
há momentos de só querer rir.
e o mais fino significado
sublimado na fala de um lampejo
de paralelos desencontrados.
A linha esticada de extremos;
o caminho, não um seguir
todos são os mesmos
na variável maneira de ir.
E tudo-tanto se encontra
a fala e o silêncio sentido
olhando para a coisa, outra:
nem afetado nem atingido.
A primeira pessoa: saio do tempo
e todo reticente, zero ponto.
Do passado sobra o pó
fruto abstrato do pensamento.
Retirar do início o artigo
Desusar a mania desse nutrir
O uso é uso, não é castigo,
há momentos de só querer rir.
segunda-feira, janeiro 28, 2013
E logo amarrar-me e depois deixar-me. De charme. Ai, tão distante que nada exprime além do pesar que se dá certo quando falta palavra da ordem simples ou da ordem plena que me diga, sei lá, "a vida é uma grande ilusão", o seguinte: não se tem problema. O transeunte aumenta tudo daquilo que ele próprio inventa e daí o desgraçado, eu menor, pequenino, se arregaça na discrepância de amargura e não encontra fundura que o esconda no chão. Fundura de cabeça de avestruz.
E disso emaranhado de palavras nasce o alento de esquecer-bicho que solenemente impresso nas coisas-almas que escapam de meu ser. E transitam como moscas as palavras (de borboletas só cuidam as belas), sujas amontoadas e entoadas pelo hino automático uníssono ZZZZZMMMM das asas de confirmar; e até ali de novo, depois que cagam e botam ovo, a vida troca e vai. Devagar.
Da mosca de volta pra palavra, quem ficou vivo mais tempo?
E disso emaranhado de palavras nasce o alento de esquecer-bicho que solenemente impresso nas coisas-almas que escapam de meu ser. E transitam como moscas as palavras (de borboletas só cuidam as belas), sujas amontoadas e entoadas pelo hino automático uníssono ZZZZZMMMM das asas de confirmar; e até ali de novo, depois que cagam e botam ovo, a vida troca e vai. Devagar.
Da mosca de volta pra palavra, quem ficou vivo mais tempo?
quinta-feira, janeiro 24, 2013
Elo
O tempo da emoção
não tem com o relógio
a mínima devoção,
então meu elogio:
À verdade pura,
veredas transformadas.
E minh'alma então segura
pra não pensar velhas jornadas.
Poucos despertam o valorar
o teor, sumo dos sentidos.
Na vida, aprender a amar:
incumbência a Poucos cupidos.
E ali me vou, ocupado
numa primeva busca
de um calor apaixonado-
brihante, que nada ofusca.
não tem com o relógio
a mínima devoção,
então meu elogio:
À verdade pura,
veredas transformadas.
E minh'alma então segura
pra não pensar velhas jornadas.
Poucos despertam o valorar
o teor, sumo dos sentidos.
Na vida, aprender a amar:
incumbência a Poucos cupidos.
E ali me vou, ocupado
numa primeva busca
de um calor apaixonado-
brihante, que nada ofusca.
Um silencioso.
Um não poema,
um pouco vazio.
Um cem palavras,
um estado doido,
um dolor que só.
Um sozinho de pé
um sentado fincado
um eu ao chão.
um pouco vazio.
Um cem palavras,
um estado doido,
um dolor que só.
Um sozinho de pé
um sentado fincado
um eu ao chão.
quarta-feira, janeiro 16, 2013
Soltar-se ao chão sob os trilhos do trem-tempo corredor incansável e cair-se e de todo doer-se. Sentir-se pulsante jorrando, e vivendo o sangue que escorre enquanto ali estás, lento. Vagoroso teu olhar acompanha o distanciar do trem-tempo. Alguém ficou para trás, dos extremos. Na singularidade tudo que há é um seguir, sem definidas diferenciadas direções. Cair-se do inerte trem e caminhar nos trilhos. Andar sobre si e reconhecer os pés. O trilho é o verbo objetado, o trem o desejo que, tão rápido, se perde. A busca não é uma personagem, só o sentir. Porque todo ralado da queda o corpo ainda pulsa. E pulsará depois, ademais. Nessa verve habita um torpor em repetir-se porque logo em seguida, um trem. O tempo. Embarque-se abarcado consigo e feridas nos já então pés, e depois dessa deixa digna de doido ou duque do trilho, tente trazer-se. Exteriorizar-se e, na viagem, esquecer-se.
Nem mais um minuto
dessa espera deve durar,
porque fico de todo diminuto,
parecendo que vivo a sonhar.
Aconselham-me dar a corda,
ajustar o relógio do sentir.
Impedindo o sofrer que transborda
de meu peito fugir.
O que já foi não tem sido,
não hei de querer o agora, omisso.
Tão poucos és livro lido
e por tal fascínio, firmo compromisso.
A ideia fixa é pedra,
que estanca o sangue da ferida.
dessa espera deve durar,
porque fico de todo diminuto,
parecendo que vivo a sonhar.
Aconselham-me dar a corda,
ajustar o relógio do sentir.
Impedindo o sofrer que transborda
de meu peito fugir.
O que já foi não tem sido,
não hei de querer o agora, omisso.
Tão poucos és livro lido
e por tal fascínio, firmo compromisso.
A ideia fixa é pedra,
que estanca o sangue da ferida.
Quase Beijo
Surpreso, disse que já sabia.
Confesso que menti.
Não pude notar, óbvio que virias,
e deu-se o que senti.
Indiossincrasia toda minha
eu quero te transformar.
Que à margem do rio não se caminha,
pois que tal navegar?
A luz que, isolada, nos reflete
sim, nos sugere um caminho
da vontade que nos acomete.
Em instantes próximos de distância,
some o frio de estar sozinho.
Fica na memória, de herança.
Confesso que menti.
Não pude notar, óbvio que virias,
e deu-se o que senti.
Indiossincrasia toda minha
eu quero te transformar.
Que à margem do rio não se caminha,
pois que tal navegar?
A luz que, isolada, nos reflete
sim, nos sugere um caminho
da vontade que nos acomete.
Em instantes próximos de distância,
some o frio de estar sozinho.
Fica na memória, de herança.
Maior que sofrer é amar
A dor desmedida.
Sugere-nos algo a encontrar
e mais, a dar partida.
E queremos o ser como quem não mente
Amar os lados todos dos dias,
Não esconder que o que se sente
é a lenha queimada das poesias.
Nessa carga intocável e pesada,
os ânimos suscitam a verve.
Se há mazela, está descontrolada
E anseio o bem para o qual serve.
A dor desmedida.
Sugere-nos algo a encontrar
e mais, a dar partida.
E queremos o ser como quem não mente
Amar os lados todos dos dias,
Não esconder que o que se sente
é a lenha queimada das poesias.
Nessa carga intocável e pesada,
os ânimos suscitam a verve.
Se há mazela, está descontrolada
E anseio o bem para o qual serve.
Precisão
Como tudo, meu caro
Segredo se esvaiu.
Tornou a ser raro
E meu mundo caiu.
Algo alegre que seja
Maior que essa chama
Que ardente lampeja
Meu ser até na cama.
D'antes não havia sorriso,
Agora encontro motivo.
Pra ser, então, preciso
Não agir como um esquivo.
Mas ao amante não basta
Dar-se o tempo do além do agora
O relógio não se arrasta.
A decisão não quer demora.
Segredo se esvaiu.
Tornou a ser raro
E meu mundo caiu.
Algo alegre que seja
Maior que essa chama
Que ardente lampeja
Meu ser até na cama.
D'antes não havia sorriso,
Agora encontro motivo.
Pra ser, então, preciso
Não agir como um esquivo.
Mas ao amante não basta
Dar-se o tempo do além do agora
O relógio não se arrasta.
A decisão não quer demora.
Ponto de pausa
Depois da faxina ficou um horroroso cheiro doce, copiosamente atentando a Chanel nº5, só que com a leve capacidade de causar espirros arrepios. Mais do que outros aí. Pior do que uma referenciação assim é buscar ouvir antigas músicas, olhar as paredes e ver se as sonatas apaixonadas combinam em suas dimensões poéticas com as do quadrilátero aposento. Onde solitário, ouve-se o ranger desse metal de mesa que soma-se desarmonioso com velhos metais, nomes que desconheço. O sax, o trompete trombone etc. Que bom! ai que bom! O passado mais que correto e como sempre, deu de presente toda essa imensa celebração. Tudo cresce na saudade e as emoções viram possibilitadoras vontades do novo querer. Deixe-me ficar nos teus braços e mesmo não mais os mesmos, os novos. Neles que se quer viver, mas sempre há um porém a surgir no mar, um pulsante resplandecer de novas heranças melosas, melódicas. E nostálgicas se constroem as vidas somadas às lembranças de uns com outros e de uns sozinhos que se juntam e se despedaçam. Com pontos de pausa. Pelo. Caminho.
quarta-feira, janeiro 02, 2013
sexta-feira, dezembro 14, 2012
Agora é o som alto do silêncio. Já trocou. Estou narrando uma perspectiva do eu. E isso criado não é criativo, ao passo que perde seu valor propositivo de um diálogo do subjetivo ao encontro de um objeto ao encontro do subjetivo do outro. Como o sentir torna-se um sentido objetado/objetificado mecanista de reação? A resposta e a pergunta se dão por si numa camada que é do campo sutil.
No claustro do ego
A busca do sentido
Que me rebate vira eco
Do que tenho ouvido.
Resposta que me reponho
da pergunta esquecida;
coisa que se me envergonho,
põe a alma enfraquecida.
O prazer dos meus olhos se encerra
No resplandecido explodir da nuvem,
Sonho mais alto que uma serra,
esse presente de agoras que surgem.
Quatro versos nas três quadras
Atenção carbura feito isqueiro
E as palavras, já corroboradas
Aceitam seu cárater passageiro.
A busca do sentido
Que me rebate vira eco
Do que tenho ouvido.
Resposta que me reponho
da pergunta esquecida;
coisa que se me envergonho,
põe a alma enfraquecida.
O prazer dos meus olhos se encerra
No resplandecido explodir da nuvem,
Sonho mais alto que uma serra,
esse presente de agoras que surgem.
Quatro versos nas três quadras
Atenção carbura feito isqueiro
E as palavras, já corroboradas
Aceitam seu cárater passageiro.
segunda-feira, novembro 26, 2012
Mesa
Por mais que o empecilho
Ali onde olho há brilho
Estavando sentado olhando
produzindo o sonho-se juntando.
Uma realidade jogada
Junto com o sutiã
e cueca no amanhã
Conversa-glória batalhada.
Isso é a coisa que percebi em mim
e tem os dois passos
quero ver o que tem nos enlaços
pra eu sair - vai dar-, assim.
Competitiva assumida
a coisa é salutar
bruta batalha, frente na corrida
quem está a beleza exemplar.
Ali onde olho há brilho
Estavando sentado olhando
produzindo o sonho-se juntando.
Uma realidade jogada
Junto com o sutiã
e cueca no amanhã
Conversa-glória batalhada.
Isso é a coisa que percebi em mim
e tem os dois passos
quero ver o que tem nos enlaços
pra eu sair - vai dar-, assim.
Competitiva assumida
a coisa é salutar
bruta batalha, frente na corrida
quem está a beleza exemplar.
Linha
Entre a luz e a sombra
Há uma linha, que esconde
Que reluz por entre onde
os meios perdem-se freios
E eu não sei quê lhe dizer.
As palavras, esses risos
Vontade só minha, meu ser.
Os dados que jogados
buscam, erram.
Olha o erro
trocou a letra
essa é a espera
a coisa toda carne
vermelha da quimera.
Meticuloso se regula o
traço, de ânsia parece erro
mas é esse o produto o
teor;
o elixir, sair daqui
meu amor.
Há uma linha, que esconde
Que reluz por entre onde
os meios perdem-se freios
E eu não sei quê lhe dizer.
As palavras, esses risos
Vontade só minha, meu ser.
Os dados que jogados
buscam, erram.
Olha o erro
trocou a letra
essa é a espera
a coisa toda carne
vermelha da quimera.
Meticuloso se regula o
traço, de ânsia parece erro
mas é esse o produto o
teor;
o elixir, sair daqui
meu amor.
Paleta
O azul das hortências
Combina com o marrom da bosta
Aqui é, proposta experiência
do conviver sem resposta.
Um abuso de quem duvida
Daqueles olhos em súplica e
O rolar da bola
Pega. Ofegante subida.
O azul das hortências
combina com o marrom da bosta.
Combina com o marrom da bosta
Aqui é, proposta experiência
do conviver sem resposta.
Um abuso de quem duvida
Daqueles olhos em súplica e
O rolar da bola
Pega. Ofegante subida.
O azul das hortências
combina com o marrom da bosta.
quarta-feira, novembro 14, 2012
De vista
Tentando, reconheço ser
eu somente fonte e poder.
Sopro forte o clarim
da vontade o alarde, sim!
Já que num cheio céu,
Eu notívago pelas
horas dadas às estrelas
da noite que me é o véu.
Olhos sem saber no brilho
O passado na distância,
Dessa luz tão macia
Do plural, sou um grilho.
Diluído nessa máxima paisagem
daquilo que mim é só passagem,
fundido, corro perigo em dizer
o tempo se propõe a perder.
eu somente fonte e poder.
Sopro forte o clarim
da vontade o alarde, sim!
Já que num cheio céu,
Eu notívago pelas
horas dadas às estrelas
da noite que me é o véu.
Olhos sem saber no brilho
O passado na distância,
Dessa luz tão macia
Do plural, sou um grilho.
Diluído nessa máxima paisagem
daquilo que mim é só passagem,
fundido, corro perigo em dizer
o tempo se propõe a perder.
terça-feira, outubro 30, 2012
A neve reflete tuas peles
mais o som doce, prazeres.
São baixos os dizeres
e teus estranhos, leves.
E a mão ao lugar certo,
a ponta inspira na cabeça.
Nosso conhecer é um deserto
Enorme na noite escura espessa
Onde para a qual viestes
De outra cabeça lá de tribo,
Confundistes tuas vestes
aumentado está teu brilho.
Mesmo simples, isso é tudo
O tempo foi o espaço das horas
Saber silenciar atenuou as demoras
Porque eu não trouxe escudo.
mais o som doce, prazeres.
São baixos os dizeres
e teus estranhos, leves.
E a mão ao lugar certo,
a ponta inspira na cabeça.
Nosso conhecer é um deserto
Enorme na noite escura espessa
Onde para a qual viestes
De outra cabeça lá de tribo,
Confundistes tuas vestes
aumentado está teu brilho.
Mesmo simples, isso é tudo
O tempo foi o espaço das horas
Saber silenciar atenuou as demoras
Porque eu não trouxe escudo.
Irrefletido
Nem mais há o que ser lido,
Mal reconheço-me perante a folha,
Linha torta e caminho interrompido,
O mundo se faz baseado em escolha.
Aquilo que outrora claramente via,
Tornou-se parte dum escuro,
O sentido tátil da poesia,
O esvair de um aroma puro.
Sobra da repetição, o exercício
E não o acúmulo prático
que, disso se faria ofício
até chegar ao ponto pragmático.
Mal reconheço-me perante a folha,
Linha torta e caminho interrompido,
O mundo se faz baseado em escolha.
Aquilo que outrora claramente via,
Tornou-se parte dum escuro,
O sentido tátil da poesia,
O esvair de um aroma puro.
Sobra da repetição, o exercício
E não o acúmulo prático
que, disso se faria ofício
até chegar ao ponto pragmático.
Abr-alas
Pois que tudo venha
Do bom, do ruim, da sorte,
É da provação que sairei forte.
E ainda que não tenha
Sido claro o caminho
Assim é que o amor anda:
Um pé pisa no espinho
enquanto o outro comanda.
Sempre há um pouco de dor,
Não importa o caminho
ou se está sozinho,
Encontra-se o vigor.
Do bom, do ruim, da sorte,
É da provação que sairei forte.
E ainda que não tenha
Sido claro o caminho
Assim é que o amor anda:
Um pé pisa no espinho
enquanto o outro comanda.
Sempre há um pouco de dor,
Não importa o caminho
ou se está sozinho,
Encontra-se o vigor.
Ele infeliz com a ocasião e ela, toda pronta pra sair, psicologicamente só lhe falta o vestir. Só precisam ser descritos pela nota. Por exemplo, seu significado não sai da mera observação. Para saber se o ato ofende ou não, no largo campo do subjetivo psíquico-espiritual. E aos disparates, iniciam-se esses delitos de intenção:
- Determinados pontos que aqui se encontram para por fim algo solucionar, nada solucionam. A especulação não articula os movimentos necessários a qualquer mudança que seja. E há, daquilo que se tem dito, muito de inércia. É possível? É possível mudar. Caminhar.
-E não é na verbalização que se constroem os atos, é nessa realidade estéril e sedada que me construí - já que se há culpa, ela não possa ser de outrém -, aqui no agora em constante, há muito que deva vir ao meu encontro. Que eu deva encontrar. Encher estas páginas não é um livro. Nisso de acreditar, ver e achar, tenho-me perdido.
-Qual é a linha que não anula o pensamento; que de atividade constante se faz cessar frente à plena covardia embustida na roupagem da preguiça, da impossibilidade de realizar. Realmente, dentro do jogo, dei-me o que chama-se pausa. Absurdamente fiz-me morrer numa vida de pulsão e agora, auto-controle e subserviência.
-Alguém ganhou de mim no momento em que deixei-me perder. A moldura continua alargando, a possibilidade múltipla é ainda mais vasta. Mas sofro, antes num mundo do sofrer na vida de quem for.
- Determinados pontos que aqui se encontram para por fim algo solucionar, nada solucionam. A especulação não articula os movimentos necessários a qualquer mudança que seja. E há, daquilo que se tem dito, muito de inércia. É possível? É possível mudar. Caminhar.
-E não é na verbalização que se constroem os atos, é nessa realidade estéril e sedada que me construí - já que se há culpa, ela não possa ser de outrém -, aqui no agora em constante, há muito que deva vir ao meu encontro. Que eu deva encontrar. Encher estas páginas não é um livro. Nisso de acreditar, ver e achar, tenho-me perdido.
-Qual é a linha que não anula o pensamento; que de atividade constante se faz cessar frente à plena covardia embustida na roupagem da preguiça, da impossibilidade de realizar. Realmente, dentro do jogo, dei-me o que chama-se pausa. Absurdamente fiz-me morrer numa vida de pulsão e agora, auto-controle e subserviência.
-Alguém ganhou de mim no momento em que deixei-me perder. A moldura continua alargando, a possibilidade múltipla é ainda mais vasta. Mas sofro, antes num mundo do sofrer na vida de quem for.
quinta-feira, setembro 20, 2012
Ajuste
Construir figuras
Sem ver imagem
Alargar molduras
Fornecer Paisagem.
Cá está
o mau da obra
Malacabada:
Fica ruim
uma coisa pouca
só, é
meia esparsa.
Sem ver imagem
Alargar molduras
Fornecer Paisagem.
Cá está
o mau da obra
Malacabada:
Fica ruim
uma coisa pouca
só, é
meia esparsa.
Pouso
À sombra das folhas
trançados verdes - escuros
arrastam-se a subir os muros
na selvageria das escolhas.
E maior é o pássaro
parado acima delas
seu canto aspero
atenua a minha espera.
Nota
Ainda bem que
vindo aqui
veio a poesia
de encontro a
música ressoar
o que em palavra
não se diz muda
e em som não
se ouve o falar.
vindo aqui
veio a poesia
de encontro a
música ressoar
o que em palavra
não se diz muda
e em som não
se ouve o falar.
terça-feira, setembro 11, 2012
quarta-feira, agosto 29, 2012
Caminho
Não, é o primeiro sim
que faz-se tremer ao nascer
na dor que afunda em mim.
Tremula o Sol ao anoitecer
o passeio segues sem fim.
Como em solo firme
trema a terra às rodas.
Aguenta o caminho íngrime
Te redime ao fluxo da hora.
E o chão que treme
treme às rodas.
que faz-se tremer ao nascer
na dor que afunda em mim.
Tremula o Sol ao anoitecer
o passeio segues sem fim.
Como em solo firme
trema a terra às rodas.
Aguenta o caminho íngrime
Te redime ao fluxo da hora.
E o chão que treme
treme às rodas.
Demora
Era outono,
as folhas secas
Demoraram.
Mas caíram.
E decidi eu
ser livre, então
atirei-me pela janela.
as folhas secas
Demoraram.
Mas caíram.
E decidi eu
ser livre, então
atirei-me pela janela.
Minhas mãos
Mais atadas que eu
depois de tantos nãos
durante o constante apogeu
estão muito cansadas
pois não se mexem
tentam, sós, envergar espadas
e logo se esquecem
duma força maior
vem do ventre de dentro
e de mais sutil se faz melhor
ajuda-me a encontrar o centro
ao ponto
de desatar nós.
E segue que da vontade
é o nó que quero que fique
trancando-me tenro na realidade
acelerando de todo o meu pique
volta nós.
depois de tantos nãos
durante o constante apogeu
estão muito cansadas
pois não se mexem
tentam, sós, envergar espadas
e logo se esquecem
duma força maior
vem do ventre de dentro
e de mais sutil se faz melhor
ajuda-me a encontrar o centro
ao ponto
de desatar nós.
E segue que da vontade
é o nó que quero que fique
trancando-me tenro na realidade
acelerando de todo o meu pique
volta nós.
Adelaide
Tenho um pé em
em
em experiências
sociais. Sou simples
como diz Ana,
do meu romance
de balconista.
Pobre, sempre possuí
sobre aquilo que era.
em
em experiências
sociais. Sou simples
como diz Ana,
do meu romance
de balconista.
Pobre, sempre possuí
sobre aquilo que era.
Raquel
No Brasil
Fashion
a marca.
Ela é hoje,
número 1 do mundo
(referência modelos.com).
Seu estilo como
um pouco de Led
ama música
anda escutando
poético,
na hora de
conforto.
Marca chamada
Dela, por ter uma
boca mais larga.
Fashion
a marca.
Ela é hoje,
número 1 do mundo
(referência modelos.com).
Seu estilo como
um pouco de Led
ama música
anda escutando
poético,
na hora de
conforto.
Marca chamada
Dela, por ter uma
boca mais larga.
Relação
Não é fácil,
guerra velada
tão nobre de coração.
Difícil ir
faz uns cinco anos que não vou
tocar. A última vez
lá foi
nas comunidades, era
um trabalhão
ir fazer,
enviar dinheiro
para sustentar,
muito tenso.
Há muita gente
por nada.
guerra velada
tão nobre de coração.
Difícil ir
faz uns cinco anos que não vou
tocar. A última vez
lá foi
nas comunidades, era
um trabalhão
ir fazer,
enviar dinheiro
para sustentar,
muito tenso.
Há muita gente
por nada.
Frutos
O impacto causado pelo caos
Fonográfico
Traz à luz outro esquema
alternativo
que se utiliza
de filosofia inversa
que pautava o
agora, lucro.
Fonográfico
Traz à luz outro esquema
alternativo
que se utiliza
de filosofia inversa
que pautava o
agora, lucro.
sexta-feira, agosto 24, 2012
Abre
Desde que dê
do meu lembrar e daí
não mais esquecer
deve ficar pelo menos
restando ao amanhecer
um de espertar
pedaços daqui.
Já que sai nada
Te ter te vai
ai como quero
a jornada
contigo, mas ajuda
ai, meu pai
que ele não vem
pra essa região
que se distrai
porque é uma coisa
de cada vez
tem que ser
e quando todas vem
ele diz que não
e vai.
É uma dor doída
que me amoa
ver nele longe
esse meu bicho
que voa.
do meu lembrar e daí
não mais esquecer
deve ficar pelo menos
restando ao amanhecer
um de espertar
pedaços daqui.
Já que sai nada
Te ter te vai
ai como quero
a jornada
contigo, mas ajuda
ai, meu pai
que ele não vem
pra essa região
que se distrai
porque é uma coisa
de cada vez
tem que ser
e quando todas vem
ele diz que não
e vai.
É uma dor doída
que me amoa
ver nele longe
esse meu bicho
que voa.
sexta-feira, agosto 03, 2012
Então
Não está por certa
qual tem sido a maior burrada
tudo o que é descoberta
a coisa louca, desaprumada
já pouco esperta
onde parece-nos que o que era dia
agora virou madrugada
ou aquelas tardes viradas
que ao tardar da poesia
algumas coisas ficaram jogadas
como se de palavras
forrasse-se a heresia
de arrojos e aladas.
Cintilantes jorram as falas
e como voam e correm
elas todas que semên engolem
quando me veem, explodem asas
e pra longe voam
num céu de perder-se
enquanto raivam, entoam
"espera o teu amanhecer-se".
qual tem sido a maior burrada
tudo o que é descoberta
a coisa louca, desaprumada
já pouco esperta
onde parece-nos que o que era dia
agora virou madrugada
ou aquelas tardes viradas
que ao tardar da poesia
algumas coisas ficaram jogadas
como se de palavras
forrasse-se a heresia
de arrojos e aladas.
Cintilantes jorram as falas
e como voam e correm
elas todas que semên engolem
quando me veem, explodem asas
e pra longe voam
num céu de perder-se
enquanto raivam, entoam
"espera o teu amanhecer-se".
sexta-feira, julho 27, 2012
Faísca
Olhar na escura altura,
fundo horizonte
mas no antes
notar que a faísca fulgura
e que da chaminé pula
ardentes cintilantes
aos montes.
Checando, parado
olho o instante
para dizer que faísca o que é
esse avermelhado
da madeira quente subindo a lata
que toda velha casa aquece.
Quente mesmo é chegar na hora exata
esse detalhe que acontece.
fundo horizonte
mas no antes
notar que a faísca fulgura
e que da chaminé pula
ardentes cintilantes
aos montes.
Checando, parado
olho o instante
para dizer que faísca o que é
esse avermelhado
da madeira quente subindo a lata
que toda velha casa aquece.
Quente mesmo é chegar na hora exata
esse detalhe que acontece.
quarta-feira, julho 18, 2012
-
Não sei o que lhe dizer
mas te vou dizer que
dizer eu não sei o quê:
nada a me parecer
pois que nada me ocorre
em dizer apenas
de amor ou dor,
coisa que nunca morre
fraco sopro desse poema
faísca, lúdico torpor
que pelo lábio me escorre
ao emanar fonema
se me fraquejo, sobejo
amor maior que o meu
almejo
não vejo problema
no amor teu.
mas te vou dizer que
dizer eu não sei o quê:
nada a me parecer
pois que nada me ocorre
em dizer apenas
de amor ou dor,
coisa que nunca morre
fraco sopro desse poema
faísca, lúdico torpor
que pelo lábio me escorre
ao emanar fonema
se me fraquejo, sobejo
amor maior que o meu
almejo
não vejo problema
no amor teu.
terça-feira, julho 10, 2012
Vindouro
Nunca haverá o dia
Em que me causará arrepio
Ouvir essa pífia poesia
No alvorecer dum dia frio.
Enigmático o que trazias
Palavras em flores
Bem trajadas alegorias
Mas se é com aplausos e dores
Que alimentas tua morada
Não esperas que eu tenha pudores
Para dizeres que és o mesmo que nada.
Teu solo tem de ser limpo e puro
E que te calces sincero
Não te escondas atrás dum muro
Desprezando e sendo austero.
De tudo que sabemos
Dos teus poucos passos
Curto caminho o que vemos
Andar sozinho não é fracasso
No futuro do acaso
[nos juntaremos.
Em que me causará arrepio
Ouvir essa pífia poesia
No alvorecer dum dia frio.
Enigmático o que trazias
Palavras em flores
Bem trajadas alegorias
Mas se é com aplausos e dores
Que alimentas tua morada
Não esperas que eu tenha pudores
Para dizeres que és o mesmo que nada.
Teu solo tem de ser limpo e puro
E que te calces sincero
Não te escondas atrás dum muro
Desprezando e sendo austero.
De tudo que sabemos
Dos teus poucos passos
Curto caminho o que vemos
Andar sozinho não é fracasso
No futuro do acaso
[nos juntaremos.
quarta-feira, julho 04, 2012
Entre meios
Não convém e nem sente
não faz e desmente
com verdade alguma em loucura
aprofunda-se às funduras
de si como se em partida
estivesse indo e voltasse
pra onde jamais estive
sólido, petrífico
incólume austero.
Imperfeito em si, espero
do repente luzir
repleto
de mágica lucidez
atônito e perplexo
por dissolver a acidez
da rubra palavra
que crua me lavra
do fundo do peito
ao olhar dum sujeito
que nem aqui está.
De querências e sossegos
queria estar em desapego
pairar no céu e flutuar.
não faz e desmente
com verdade alguma em loucura
aprofunda-se às funduras
de si como se em partida
estivesse indo e voltasse
pra onde jamais estive
sólido, petrífico
incólume austero.
Imperfeito em si, espero
do repente luzir
repleto
de mágica lucidez
atônito e perplexo
por dissolver a acidez
da rubra palavra
que crua me lavra
do fundo do peito
ao olhar dum sujeito
que nem aqui está.
De querências e sossegos
queria estar em desapego
pairar no céu e flutuar.
terça-feira, junho 19, 2012
segunda-feira, junho 18, 2012
quarta-feira, junho 13, 2012
sexta-feira, junho 01, 2012
A primeira coisa que cultivo o gosto
A primeira coisa que cultivo o gosto em fazer
é pegar esta coisa e me devastar,
me dissolver em escrever.
O léxico disléxico e abusivo
que emerge desse pesar que me leva
rumo a um caminho exaustivo,
frente as coisas que não podem esperar: o meu despertar.
Calma.
Parar e parar.
O dia todo com vigor de agonia e calor, suor pouca energia.
A dominança do que me remete longe é só isso; é drama, suplício, impreciso.
O saber que me chama e logo eu não sei
de novo
que linha que eu passei adiante e torna-se ISSO que ao começar transtorna,
um irradiar que transborda.
Mas como em todo início
Amadurecer parece suplício
Só quero de volta uma manhã morna.
é pegar esta coisa e me devastar,
me dissolver em escrever.
O léxico disléxico e abusivo
que emerge desse pesar que me leva
rumo a um caminho exaustivo,
frente as coisas que não podem esperar: o meu despertar.
Calma.
Parar e parar.
O dia todo com vigor de agonia e calor, suor pouca energia.
A dominança do que me remete longe é só isso; é drama, suplício, impreciso.
O saber que me chama e logo eu não sei
de novo
que linha que eu passei adiante e torna-se ISSO que ao começar transtorna,
um irradiar que transborda.
Mas como em todo início
Amadurecer parece suplício
Só quero de volta uma manhã morna.
quinta-feira, maio 24, 2012
Acontece
Ele só anda às batucadas
Enche os olhos do mundo
Pensam que é nada
O chama vagabundo.
O que acontece nem sempre
é como as demandas pedem
Às vezes parece durar pra sempre
coisas vivas pequenas
dinâmicos voluntários esquemas
que não se medem.
Aí contemplar a corrida
não mesurar a fundura
E sentir a intensa textura
do pulsante vibrar da vida.
Enche os olhos do mundo
Pensam que é nada
O chama vagabundo.
O que acontece nem sempre
é como as demandas pedem
Às vezes parece durar pra sempre
coisas vivas pequenas
dinâmicos voluntários esquemas
que não se medem.
Aí contemplar a corrida
não mesurar a fundura
E sentir a intensa textura
do pulsante vibrar da vida.
Impressionado com outras luzes
Sombra nula
Brilho intenso
Paralisado pelas lutas
Estático, eu penso.
Acendo-me as luzes
Entro no quarto
E procuro prazeres
Para que quando veres
Não te sintas farto.
Que nossos poucos intensos
Não doam como dizem
Doer o parto, pois
Cada encontro tem frescor de origem.
Sombra nula
Brilho intenso
Paralisado pelas lutas
Estático, eu penso.
Acendo-me as luzes
Entro no quarto
E procuro prazeres
Para que quando veres
Não te sintas farto.
Que nossos poucos intensos
Não doam como dizem
Doer o parto, pois
Cada encontro tem frescor de origem.
terça-feira, maio 22, 2012
Só
Quando cheguei só amei
Se senti pior não sei
É o que eu te digo "ei
Às vezes tem coisas que não sei"
Quero o louro de estar contigo
Sentir-te além de amigo
Não olhar só pro meu umbigo
E ainda sentir-me um rei.
Mas só agora falei
Do medo no esconderijo
Da vontade de pedir abrigo
Engolir palavras que não vomitei.
Alguns desenhos perdidos
Achados partidos
Passados esquecidos
Desgraças que não busquei.
Se senti pior não sei
É o que eu te digo "ei
Às vezes tem coisas que não sei"
Quero o louro de estar contigo
Sentir-te além de amigo
Não olhar só pro meu umbigo
E ainda sentir-me um rei.
Mas só agora falei
Do medo no esconderijo
Da vontade de pedir abrigo
Engolir palavras que não vomitei.
Alguns desenhos perdidos
Achados partidos
Passados esquecidos
Desgraças que não busquei.
sexta-feira, abril 27, 2012
Transborda-dor
É como qualquer homem faria
da dor gélida da noite
ao calor vivo do dia.
Vou bater com meu açoite
e ouvir-te dizer
"Não me judia!"
No calor tenro desse prazer
tua face a desfalecer
em dor e agonia.
Só não tem porquê negar
resistir a energia
das forças desse meu apertar
o teu corpo que havia
queimado o dorso o torso
a vontade de matar
o gozo o rosto.
É intenso desejo, largo
almejo, que não esvazia.
da dor gélida da noite
ao calor vivo do dia.
Vou bater com meu açoite
e ouvir-te dizer
"Não me judia!"
No calor tenro desse prazer
tua face a desfalecer
em dor e agonia.
Só não tem porquê negar
resistir a energia
das forças desse meu apertar
o teu corpo que havia
queimado o dorso o torso
a vontade de matar
o gozo o rosto.
É intenso desejo, largo
almejo, que não esvazia.
Planamente pleno
Hoje se tenho um plano
é preciso colocar na cabeça
ser mais humano.
O que que eu
tenho aqui enquanto
dimensão? O que vocês
acham então?
Estou ficando louco,
Justo, um pouco.
Vou abrir o compasso
caminhar mais um momento
E daí eu faço isso aqui ó:
Certo, aos poucos penso,
onde estão os alinhamentos?
é preciso colocar na cabeça
ser mais humano.
O que que eu
tenho aqui enquanto
dimensão? O que vocês
acham então?
Estou ficando louco,
Justo, um pouco.
Vou abrir o compasso
caminhar mais um momento
E daí eu faço isso aqui ó:
Certo, aos poucos penso,
onde estão os alinhamentos?
Feira
As sombras à tenda
As gramas
Ele traz-me oferenda
Diz que me ama.
E de certo modo alheio
Vejo os lados
noto o meio
Mas não encontro
nem reflito
Fico quieto
Se quer transmito.
As gramas
Ele traz-me oferenda
Diz que me ama.
E de certo modo alheio
Vejo os lados
noto o meio
Mas não encontro
nem reflito
Fico quieto
Se quer transmito.
segunda-feira, abril 09, 2012
É costume [sabemos]
Às vezes, meu amigo
te acompanhar dá no mesmo
que ficar sozinho
e pra não ficar a esmo
continuo comigo.
Pois teus olhos pesam
com o simples discordar
Tuas ideias se fecham
Vais embora -
Barulhento e mudo pesar.
Tua pressa ignora
os arredores; quando te
magoas, constróis um muro
de pedras piores.
O que me fica disso
é uma tristeza fraterna
Porque só percebo que não
consigo
Ajudar nessa dor eterna.
Por mais que não tenha comigo
é assim que me sinto
(pois teu amigo):
me frustro com tua falência
E nisso não minto
porque em grandeza repousa a essência
E sabes que podes ser, o sinto.
te acompanhar dá no mesmo
que ficar sozinho
e pra não ficar a esmo
continuo comigo.
Pois teus olhos pesam
com o simples discordar
Tuas ideias se fecham
Vais embora -
Barulhento e mudo pesar.
Tua pressa ignora
os arredores; quando te
magoas, constróis um muro
de pedras piores.
O que me fica disso
é uma tristeza fraterna
Porque só percebo que não
consigo
Ajudar nessa dor eterna.
Por mais que não tenha comigo
é assim que me sinto
(pois teu amigo):
me frustro com tua falência
E nisso não minto
porque em grandeza repousa a essência
E sabes que podes ser, o sinto.
sábado, abril 07, 2012
Crescendo
Aqui estou, imerso
Só não posso achar
que vivo o inverso
do difícil que é acostumar-
se o dia-dia que não deixa
[espaço a
Não ser o que corre.
A leveza da casa
atenua o tempo que morre
o presente queima em leve brasa
ausente na teima
Sou crescente latência.
De voz tenra se enche a sala
Todo fim tem seu surpreendente
Crescendo
Toda hora acaba a fala
esse silêncio presente
Eu sendo.
Espaço de agora
eterno de presença
Os tempos são a demora
da busca que aumenta.
Só não posso achar
que vivo o inverso
do difícil que é acostumar-
se o dia-dia que não deixa
[espaço a
Não ser o que corre.
A leveza da casa
atenua o tempo que morre
o presente queima em leve brasa
ausente na teima
Sou crescente latência.
De voz tenra se enche a sala
Todo fim tem seu surpreendente
Crescendo
Toda hora acaba a fala
esse silêncio presente
Eu sendo.
Espaço de agora
eterno de presença
Os tempos são a demora
da busca que aumenta.
Do ser
É isso só pode
Inteligência e candura
Nesses meios nasce um ode
À luz que mostra a fundura
Do sentimento que achei
Ser opaco
pois aos tantos pensei
Sou fraco.
Então desisti de fugir
Sorri largo pro agora
Deixei a porta se abrir.
Mas ainda não entras
Pois sou eu quem saio
Pra longe das tormentas:
No teu abraço meu desmaio.
Inteligência e candura
Nesses meios nasce um ode
À luz que mostra a fundura
Do sentimento que achei
Ser opaco
pois aos tantos pensei
Sou fraco.
Então desisti de fugir
Sorri largo pro agora
Deixei a porta se abrir.
Mas ainda não entras
Pois sou eu quem saio
Pra longe das tormentas:
No teu abraço meu desmaio.
A certeza
Chico só podia estar certo
Pois que de memorialista
como disse em entrevista
não sobra resto.
Mas de assombroso peso se livra
O desenfrear da própria língua
Que muda, grita lambe usa
Códigos que ninguém decifra.
É chegado um momento
Um partir
Isso é nada mais que um invento
um em mim a ruir.
Pois que de memorialista
como disse em entrevista
não sobra resto.
Mas de assombroso peso se livra
O desenfrear da própria língua
Que muda, grita lambe usa
Códigos que ninguém decifra.
É chegado um momento
Um partir
Isso é nada mais que um invento
um em mim a ruir.
segunda-feira, abril 02, 2012
emita emito
Aos poucos sinto algo que falta
Estão soltos os braços envolta
De teu corpo que me aquece
Quente e calmo - doce.
Não sinto como se não fosse
Além do que acontece.
O calor tenro da voz
Que baixo volume emite
Uma fala quase muda.
Às vezes te peço que repite
Mais perto dessa orelha surda.
Boca das palavras densas
Horas da noite que conduz-se tensa,
A dor do afoite que se torna a fala
Depois de doer, alivia e compensa,
Os sentidos emanam na sala
Imersos em alegria imensa.
Estão soltos os braços envolta
De teu corpo que me aquece
Quente e calmo - doce.
Não sinto como se não fosse
Além do que acontece.
O calor tenro da voz
Que baixo volume emite
Uma fala quase muda.
Às vezes te peço que repite
Mais perto dessa orelha surda.
Boca das palavras densas
Horas da noite que conduz-se tensa,
A dor do afoite que se torna a fala
Depois de doer, alivia e compensa,
Os sentidos emanam na sala
Imersos em alegria imensa.
segunda-feira, março 26, 2012
Dá cá logo bom dia
"Ainda que eu acorde com o quarto invadido pelas sombras dos meus pensamentos, abro os olhos e adentram-me as centelhas da tua luz, que afastam esse mal desconhecido, que anunciam o raiar de novas ideias, o erguer-se de um novo homem, o anúncio de um amanhecer dos dias em que quero estar ao teu lado, lançando-te mil das minhas palavras ao vento para que todos saibam que sou teu e quero-te por inteiro sem dominanças arrogantes e crises de posse.
És meu tesouro guardado, meu amor, te protejo até em sonhos; te guardo antes de dormir e te prezo logo ao acordar".
És meu tesouro guardado, meu amor, te protejo até em sonhos; te guardo antes de dormir e te prezo logo ao acordar".
quinta-feira, março 22, 2012
Um sentido fértil
Andei tão rápido pra longe do machucado que me foi saber que era hora de parar, que já estou aqui e mal havia dado-me conta. Pois simplesmente os dias passam e assomam-se a percepção de que nada disso adianta ou é suficiente, a contagem, essa linha.
Se esse coração bate assim integrado, homogêneo, é porque não bate só. A percepção de um não é a do todo mas sabido, entendido e aceito, é a presença dum uníssono ecoando entre o espaço.
Há uma formiga nas minhas folhas, dando um sentido fértil para minhas palavras como um solo inerte.
As que pedem comida e que recolhem, que me sobem as pernas e picam e mordem
em momentos que noto, sinto que pareço: carrego coisas
coloco-as em ordem
e já é um recomeço.
Se esse coração bate assim integrado, homogêneo, é porque não bate só. A percepção de um não é a do todo mas sabido, entendido e aceito, é a presença dum uníssono ecoando entre o espaço.
Há uma formiga nas minhas folhas, dando um sentido fértil para minhas palavras como um solo inerte.
As que pedem comida e que recolhem, que me sobem as pernas e picam e mordem
em momentos que noto, sinto que pareço: carrego coisas
coloco-as em ordem
e já é um recomeço.
segunda-feira, março 19, 2012
Tarifado
E paga-se, caro,o suficiente pra
esperar que não se reclame.
Na verdade é mentira, pouco custa
Mas na míngua, parece loucura.
Gosto de te pedir que me chame
porque paro, percebo e noto
[o instante.
Já é rápido, não é fácil
Ficar focado
Não se chocar.
Pois que, mais uma vez
com Ø Sol queimando a tez
Fecho os olhos à luz
Sigo no invisível, o caminho que me
[conduz.
esperar que não se reclame.
Na verdade é mentira, pouco custa
Mas na míngua, parece loucura.
Gosto de te pedir que me chame
porque paro, percebo e noto
[o instante.
Já é rápido, não é fácil
Ficar focado
Não se chocar.
Pois que, mais uma vez
com Ø Sol queimando a tez
Fecho os olhos à luz
Sigo no invisível, o caminho que me
[conduz.
Apartar o pensamento de uma coisa; os olhos de um objeto.
Esse nó que não se desata
essa dor que não se aparta
E minha emoção não disfarça
[pois
As coisas tremem,
todos veem, vivendo na praça
até se estiver entre estranhos
arrumando com estanho
os machucados que não se saram
os afagos que não se calam
e eu suspiro num grito
e repito e repito
as mesmas coisas
no mesmo ouvido
e não me dá nada
nem medo nem desgraça
nem dor nem torpor
só sofro e me alegro
com essas fontes que jorram
incessantes
nosso amor.
essa dor que não se aparta
E minha emoção não disfarça
[pois
As coisas tremem,
todos veem, vivendo na praça
até se estiver entre estranhos
arrumando com estanho
os machucados que não se saram
os afagos que não se calam
e eu suspiro num grito
e repito e repito
as mesmas coisas
no mesmo ouvido
e não me dá nada
nem medo nem desgraça
nem dor nem torpor
só sofro e me alegro
com essas fontes que jorram
incessantes
nosso amor.
quarta-feira, março 14, 2012
Ao dia de quem
Hoje é dia da poesia
e não escrevi nenhum poema
meu medo é a heresia
de não encontrar fonema
que combine
com as palavras
que quero que culminem
mal-acabadas
no final desse poema.
e não escrevi nenhum poema
meu medo é a heresia
de não encontrar fonema
que combine
com as palavras
que quero que culminem
mal-acabadas
no final desse poema.
quinta-feira, março 08, 2012
[Eu também]
Queria que soubestes que
estás tão dentro de mim
que quando preciso fazer com que
As coisas parem,
você para também.
Nos intervalos, os olhos fechados
descansas dentro de meu peito
[ inflado
Porque enquanto caminho
Te clamo, ao longo, sozinho.
E ainda não chega a hora
essa que torço pela demora
que vai te levar longe, distante
Num tal dum horizonte aqui perto
que se fará dos instantes
em que não estive só, no deserto
[ estavas perto.
estás tão dentro de mim
que quando preciso fazer com que
As coisas parem,
você para também.
Nos intervalos, os olhos fechados
descansas dentro de meu peito
[ inflado
Porque enquanto caminho
Te clamo, ao longo, sozinho.
E ainda não chega a hora
essa que torço pela demora
que vai te levar longe, distante
Num tal dum horizonte aqui perto
que se fará dos instantes
em que não estive só, no deserto
[ estavas perto.
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