quarta-feira, janeiro 16, 2013

Ponto de pausa

Depois da faxina ficou um horroroso cheiro doce, copiosamente atentando a Chanel nº5, só que com a leve capacidade de causar espirros arrepios. Mais do que outros aí. Pior do que uma referenciação assim é buscar ouvir antigas músicas, olhar as paredes e ver se as sonatas apaixonadas combinam em suas dimensões poéticas com as do quadrilátero aposento. Onde solitário, ouve-se o ranger desse metal de mesa que soma-se desarmonioso com velhos metais, nomes que desconheço. O sax, o trompete trombone etc. Que bom! ai que bom! O passado mais que correto e como sempre, deu de presente toda essa imensa celebração. Tudo cresce na saudade e as emoções viram possibilitadoras vontades do novo querer. Deixe-me ficar nos teus braços e mesmo não mais os mesmos, os novos. Neles que se quer viver, mas sempre há um porém a surgir no mar, um pulsante resplandecer de novas heranças melosas, melódicas. E nostálgicas se constroem as vidas somadas às lembranças de uns com outros e de uns sozinhos que se juntam e se despedaçam. Com pontos de pausa. Pelo. Caminho.

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