quarta-feira, novembro 14, 2012

De vista

Tentando, reconheço ser
eu somente fonte e poder.
Sopro forte o clarim
da vontade o alarde, sim!

Já que num cheio céu,
Eu notívago pelas
horas dadas às estrelas
da noite que me é o véu.

Olhos sem saber no brilho
O passado na distância,
Dessa luz tão macia
Do plural, sou um grilho.

Diluído nessa máxima paisagem
daquilo que mim é só passagem,
fundido, corro perigo em dizer
o tempo se propõe a perder.

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