quarta-feira, janeiro 16, 2013

Soltar-se ao chão sob os trilhos do trem-tempo corredor incansável e cair-se e de todo doer-se. Sentir-se pulsante jorrando, e vivendo o sangue que escorre enquanto ali estás, lento. Vagoroso teu olhar acompanha o distanciar do trem-tempo. Alguém ficou para trás, dos extremos. Na singularidade tudo que há é um seguir, sem definidas diferenciadas direções. Cair-se do inerte trem e caminhar nos trilhos. Andar sobre si e reconhecer os pés. O trilho é o verbo objetado, o trem o desejo que, tão rápido, se perde. A busca não é uma personagem, só o sentir. Porque todo ralado da queda o corpo ainda pulsa. E pulsará depois, ademais. Nessa verve habita um torpor em repetir-se porque logo em seguida, um trem. O tempo. Embarque-se abarcado consigo e feridas nos já então pés, e depois dessa deixa digna de doido ou duque do trilho, tente trazer-se. Exteriorizar-se e, na viagem, esquecer-se.

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