sexta-feira, dezembro 14, 2012
Agora é o som alto do silêncio. Já trocou. Estou narrando uma perspectiva do eu. E isso criado não é criativo, ao passo que perde seu valor propositivo de um diálogo do subjetivo ao encontro de um objeto ao encontro do subjetivo do outro. Como o sentir torna-se um sentido objetado/objetificado mecanista de reação? A resposta e a pergunta se dão por si numa camada que é do campo sutil.
No claustro do ego
A busca do sentido
Que me rebate vira eco
Do que tenho ouvido.
Resposta que me reponho
da pergunta esquecida;
coisa que se me envergonho,
põe a alma enfraquecida.
O prazer dos meus olhos se encerra
No resplandecido explodir da nuvem,
Sonho mais alto que uma serra,
esse presente de agoras que surgem.
Quatro versos nas três quadras
Atenção carbura feito isqueiro
E as palavras, já corroboradas
Aceitam seu cárater passageiro.
A busca do sentido
Que me rebate vira eco
Do que tenho ouvido.
Resposta que me reponho
da pergunta esquecida;
coisa que se me envergonho,
põe a alma enfraquecida.
O prazer dos meus olhos se encerra
No resplandecido explodir da nuvem,
Sonho mais alto que uma serra,
esse presente de agoras que surgem.
Quatro versos nas três quadras
Atenção carbura feito isqueiro
E as palavras, já corroboradas
Aceitam seu cárater passageiro.
segunda-feira, novembro 26, 2012
Mesa
Por mais que o empecilho
Ali onde olho há brilho
Estavando sentado olhando
produzindo o sonho-se juntando.
Uma realidade jogada
Junto com o sutiã
e cueca no amanhã
Conversa-glória batalhada.
Isso é a coisa que percebi em mim
e tem os dois passos
quero ver o que tem nos enlaços
pra eu sair - vai dar-, assim.
Competitiva assumida
a coisa é salutar
bruta batalha, frente na corrida
quem está a beleza exemplar.
Ali onde olho há brilho
Estavando sentado olhando
produzindo o sonho-se juntando.
Uma realidade jogada
Junto com o sutiã
e cueca no amanhã
Conversa-glória batalhada.
Isso é a coisa que percebi em mim
e tem os dois passos
quero ver o que tem nos enlaços
pra eu sair - vai dar-, assim.
Competitiva assumida
a coisa é salutar
bruta batalha, frente na corrida
quem está a beleza exemplar.
Linha
Entre a luz e a sombra
Há uma linha, que esconde
Que reluz por entre onde
os meios perdem-se freios
E eu não sei quê lhe dizer.
As palavras, esses risos
Vontade só minha, meu ser.
Os dados que jogados
buscam, erram.
Olha o erro
trocou a letra
essa é a espera
a coisa toda carne
vermelha da quimera.
Meticuloso se regula o
traço, de ânsia parece erro
mas é esse o produto o
teor;
o elixir, sair daqui
meu amor.
Há uma linha, que esconde
Que reluz por entre onde
os meios perdem-se freios
E eu não sei quê lhe dizer.
As palavras, esses risos
Vontade só minha, meu ser.
Os dados que jogados
buscam, erram.
Olha o erro
trocou a letra
essa é a espera
a coisa toda carne
vermelha da quimera.
Meticuloso se regula o
traço, de ânsia parece erro
mas é esse o produto o
teor;
o elixir, sair daqui
meu amor.
Paleta
O azul das hortências
Combina com o marrom da bosta
Aqui é, proposta experiência
do conviver sem resposta.
Um abuso de quem duvida
Daqueles olhos em súplica e
O rolar da bola
Pega. Ofegante subida.
O azul das hortências
combina com o marrom da bosta.
Combina com o marrom da bosta
Aqui é, proposta experiência
do conviver sem resposta.
Um abuso de quem duvida
Daqueles olhos em súplica e
O rolar da bola
Pega. Ofegante subida.
O azul das hortências
combina com o marrom da bosta.
quarta-feira, novembro 14, 2012
De vista
Tentando, reconheço ser
eu somente fonte e poder.
Sopro forte o clarim
da vontade o alarde, sim!
Já que num cheio céu,
Eu notívago pelas
horas dadas às estrelas
da noite que me é o véu.
Olhos sem saber no brilho
O passado na distância,
Dessa luz tão macia
Do plural, sou um grilho.
Diluído nessa máxima paisagem
daquilo que mim é só passagem,
fundido, corro perigo em dizer
o tempo se propõe a perder.
eu somente fonte e poder.
Sopro forte o clarim
da vontade o alarde, sim!
Já que num cheio céu,
Eu notívago pelas
horas dadas às estrelas
da noite que me é o véu.
Olhos sem saber no brilho
O passado na distância,
Dessa luz tão macia
Do plural, sou um grilho.
Diluído nessa máxima paisagem
daquilo que mim é só passagem,
fundido, corro perigo em dizer
o tempo se propõe a perder.
terça-feira, outubro 30, 2012
A neve reflete tuas peles
mais o som doce, prazeres.
São baixos os dizeres
e teus estranhos, leves.
E a mão ao lugar certo,
a ponta inspira na cabeça.
Nosso conhecer é um deserto
Enorme na noite escura espessa
Onde para a qual viestes
De outra cabeça lá de tribo,
Confundistes tuas vestes
aumentado está teu brilho.
Mesmo simples, isso é tudo
O tempo foi o espaço das horas
Saber silenciar atenuou as demoras
Porque eu não trouxe escudo.
mais o som doce, prazeres.
São baixos os dizeres
e teus estranhos, leves.
E a mão ao lugar certo,
a ponta inspira na cabeça.
Nosso conhecer é um deserto
Enorme na noite escura espessa
Onde para a qual viestes
De outra cabeça lá de tribo,
Confundistes tuas vestes
aumentado está teu brilho.
Mesmo simples, isso é tudo
O tempo foi o espaço das horas
Saber silenciar atenuou as demoras
Porque eu não trouxe escudo.
Irrefletido
Nem mais há o que ser lido,
Mal reconheço-me perante a folha,
Linha torta e caminho interrompido,
O mundo se faz baseado em escolha.
Aquilo que outrora claramente via,
Tornou-se parte dum escuro,
O sentido tátil da poesia,
O esvair de um aroma puro.
Sobra da repetição, o exercício
E não o acúmulo prático
que, disso se faria ofício
até chegar ao ponto pragmático.
Mal reconheço-me perante a folha,
Linha torta e caminho interrompido,
O mundo se faz baseado em escolha.
Aquilo que outrora claramente via,
Tornou-se parte dum escuro,
O sentido tátil da poesia,
O esvair de um aroma puro.
Sobra da repetição, o exercício
E não o acúmulo prático
que, disso se faria ofício
até chegar ao ponto pragmático.
Abr-alas
Pois que tudo venha
Do bom, do ruim, da sorte,
É da provação que sairei forte.
E ainda que não tenha
Sido claro o caminho
Assim é que o amor anda:
Um pé pisa no espinho
enquanto o outro comanda.
Sempre há um pouco de dor,
Não importa o caminho
ou se está sozinho,
Encontra-se o vigor.
Do bom, do ruim, da sorte,
É da provação que sairei forte.
E ainda que não tenha
Sido claro o caminho
Assim é que o amor anda:
Um pé pisa no espinho
enquanto o outro comanda.
Sempre há um pouco de dor,
Não importa o caminho
ou se está sozinho,
Encontra-se o vigor.
Ele infeliz com a ocasião e ela, toda pronta pra sair, psicologicamente só lhe falta o vestir. Só precisam ser descritos pela nota. Por exemplo, seu significado não sai da mera observação. Para saber se o ato ofende ou não, no largo campo do subjetivo psíquico-espiritual. E aos disparates, iniciam-se esses delitos de intenção:
- Determinados pontos que aqui se encontram para por fim algo solucionar, nada solucionam. A especulação não articula os movimentos necessários a qualquer mudança que seja. E há, daquilo que se tem dito, muito de inércia. É possível? É possível mudar. Caminhar.
-E não é na verbalização que se constroem os atos, é nessa realidade estéril e sedada que me construí - já que se há culpa, ela não possa ser de outrém -, aqui no agora em constante, há muito que deva vir ao meu encontro. Que eu deva encontrar. Encher estas páginas não é um livro. Nisso de acreditar, ver e achar, tenho-me perdido.
-Qual é a linha que não anula o pensamento; que de atividade constante se faz cessar frente à plena covardia embustida na roupagem da preguiça, da impossibilidade de realizar. Realmente, dentro do jogo, dei-me o que chama-se pausa. Absurdamente fiz-me morrer numa vida de pulsão e agora, auto-controle e subserviência.
-Alguém ganhou de mim no momento em que deixei-me perder. A moldura continua alargando, a possibilidade múltipla é ainda mais vasta. Mas sofro, antes num mundo do sofrer na vida de quem for.
- Determinados pontos que aqui se encontram para por fim algo solucionar, nada solucionam. A especulação não articula os movimentos necessários a qualquer mudança que seja. E há, daquilo que se tem dito, muito de inércia. É possível? É possível mudar. Caminhar.
-E não é na verbalização que se constroem os atos, é nessa realidade estéril e sedada que me construí - já que se há culpa, ela não possa ser de outrém -, aqui no agora em constante, há muito que deva vir ao meu encontro. Que eu deva encontrar. Encher estas páginas não é um livro. Nisso de acreditar, ver e achar, tenho-me perdido.
-Qual é a linha que não anula o pensamento; que de atividade constante se faz cessar frente à plena covardia embustida na roupagem da preguiça, da impossibilidade de realizar. Realmente, dentro do jogo, dei-me o que chama-se pausa. Absurdamente fiz-me morrer numa vida de pulsão e agora, auto-controle e subserviência.
-Alguém ganhou de mim no momento em que deixei-me perder. A moldura continua alargando, a possibilidade múltipla é ainda mais vasta. Mas sofro, antes num mundo do sofrer na vida de quem for.
quinta-feira, setembro 20, 2012
Ajuste
Construir figuras
Sem ver imagem
Alargar molduras
Fornecer Paisagem.
Cá está
o mau da obra
Malacabada:
Fica ruim
uma coisa pouca
só, é
meia esparsa.
Sem ver imagem
Alargar molduras
Fornecer Paisagem.
Cá está
o mau da obra
Malacabada:
Fica ruim
uma coisa pouca
só, é
meia esparsa.
Pouso
À sombra das folhas
trançados verdes - escuros
arrastam-se a subir os muros
na selvageria das escolhas.
E maior é o pássaro
parado acima delas
seu canto aspero
atenua a minha espera.
Nota
Ainda bem que
vindo aqui
veio a poesia
de encontro a
música ressoar
o que em palavra
não se diz muda
e em som não
se ouve o falar.
vindo aqui
veio a poesia
de encontro a
música ressoar
o que em palavra
não se diz muda
e em som não
se ouve o falar.
terça-feira, setembro 11, 2012
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