segunda-feira, janeiro 19, 2009

A volta

Aquele coelho, que mais parece gato, em cima da mesinha é prova que o real ainda é palpável. E de que o sentir, é hoje, nada mais que só significado. Significado perdido na trava da minha língua, encadeado no fio do meu cabelo. Raspado pelo tempo as coisas seguem, com a lógica de que são sempre libertas pela inconsciência da arte. Da arte da comédia que grita por espaço, do teatro, ABSURDO, que chega como bomba.
Essa mesa é informada, calma e precisada de carinho. O que falta aqui É espaço pra se abrir um caminho que leve á liberdade da informação sem os dogmas do moralismo. Ismo é a doença da palavra, a precedência da enfermidade.

O livro aberto e fechado, aberto e fechado, ao lado da cama é o campo de criação. Troca de artistas. Dizem que é coisa de homem. ELE está, à vontade, só de cuecas, no escuro. NARRANDO QUALQUER COISA. Mas a trilha sonora do - eu te amo- não carece de resposta. É bonito, silencioso e distante.
Que sirva de alento para o momento, porque o compromisso de não magoar mais é resposta certa; no desfecho de qualquer novo projeto. Seis, na verdade. Seis, numa contagem que poderia ser longínqua se não fosse a barreira que não faz questão de se deixar ser transposta.
Esse novo acordo da língua, não altera o sotaque. O livro na hora do banheiro vai ter o mesmo sentindo com ou sem hífen. O pós moderno assusta a contemporaneidade. Olha-se para o passado para se entender o futuro. Essa mesa nunca foi tão mal informada. Essa conta de energia está tão apagada.

A intensidade da obra, leia-se do momento, é a imaginação da fala. Pensas, aí de longe, que isso não é uma posse. Isso é empréstimo efêmero. Sem subjetividade. O grito da tua palavra, suja com qualquer coisa do sexo, torna inimigo aquele que sai às ruas para viver o irreal.

3 comentários:

  1. escreve novamente entao..
    vou ler o diario dele (:

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  2. Depois de uns poucos minutos aqui, vi que não adianta.
    Não consigo dizer, agora, o que o texto transmitiu-me. Mas gostei, e tanto!
    Prometo procurar algo melhor, tenho dito.

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  3. Eu tenho para lhe dizer aquilo que o incomodaria ouvir!

    Mas, parabéns pelo texto! rs

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