Deu-se por perdido no instante em que vagou para a outra condução, sentindo-se empurrado por bolhas fortes, que sem querer, o faziam flutuar enquanto andava na agitação frenética que é uma despedida.
Todos os cristais que amava todos os dias, não poderia mais amar. Nunca mais. Tornaram-se vírus novamente, uma nova doença a ser condenada. Um fóssil prestes a ser queimado, prestes a se tornar combustível de ódio num mecanismo de medo.
Com os movimentos que fazia, os ruídos saíam milimetricamente de sua boca:
- Como seria difícil olhar para teus braços agora e vê-los jogando-se a outros mares, à outras praças. O meu nome já não é o mais belo da paróquia e os doces que estocamos vencem de inseguros. Estou a jorrar a última gota d'água que caiu de minha fronte, e sinto que o suor sob teus olhos não são lágrimas de uma emoção saudosa, mas sim um pequeno pedaço querendo um pouco mais de si própria. Minha cara flor, tuas pétalas ainda me iluminam e teu verde é um lago onde transparece a essência de teu ser puro e consumível. A natureza.
"Se todos os instantes em que folhas caíssem ao lado de meus olhos, e se todos os papéis caíssem em meus lábios novamente, choraria as dores que encheriam um rio novo de esperança."
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As palavras são quase sempre repetidas; sorte que delas muito gosto.
ResponderExcluirJunto disso aqui.
;****
esses fluídos são um pouco do que há de mais puro em nós..
ResponderExcluirquando o sentimento transborda tanto e tanto que nem o corpo suporta...
sopros de luz!
=*
então seja como a água, que se molda em qualquer recipiente, se adapte às situações...
ResponderExcluirvolte a postar, faz tempo...
sopros de luz!
=*