Realiza-se lá no fundo hoje o que precisava e o que esperava. As formigas andando nos cabelos doces, com suas finas patas, mostram que existe um bom gosto. O cão lambe os sapatos, o tornozelo, as mãos, as patas, cheira as orelhas. O sol exerce seu papel de estrela guardiã, ao menos nos seu turno, vigiando constantemente quem ilumina. Aqueceu corpo e alma que envelhecem, descreveu traços sombrios nos quadrados pisados no chão. O portão de ferro não bate mais, está fechado. A portão de ferro não mexe mais, está descontrolado. A seta que acompanha o ritmo dos apertos que são uma manifestação expressiva, é uma fiel escudeira, que segue o caminho das letras, independentemente do que elas digam.
Foi o bem que se instaurou nos corpos deitados, com suas cabeças uma sobre a outra, acariciando e cheirando e sentindo, tudo ao mesmo tempo.
Criando, desejando e querendo. Querendo ver denovo um cometa logo pela manhã. Desejando mais um pouco de alma e virtude. Criando um sonho que pro agora é distante. Usava frases que não cabem em nenhum papel, só na cabeça. Dizia coisas que não ficavam na memória, só no papel e na tela. Fazia rascunhos com as lembranças que estão arquivadas em qualquer lugar por aí.
É fácil entender e não precisa nem se entregar, só ler.
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As bem ditas frases que não podem ser expressas no papel, só na mente e fazem com que agente não abra a boca para 100% do que pensamos. Gosto delas, como se fossem segredos impossiveis de se revelar né?
ResponderExcluir:** ruan
Hmmmmmmmmmmmmmmmm...
ResponderExcluirEsse discorrimento de percepção evasiva me agrada tanto.
;)