São crianças,
de colo, mulheres
homens, famílias
"Queremos
bradam em
tom de brincadeira.
Segue com coros
"Porrada! Porrada!"
quarta-feira, janeiro 11, 2012
quinta-feira, janeiro 05, 2012
Voo solto
Só posso falar de onde estou agora
Palavras saem sem pressa ou demora
O tempo anuncia corrido
Que chega a hora do coração partido
Isso porque minh'alma é serena,
Não sofre de coração corrompido.
Partir é sempre uma pena
Que voa solta das asas do cupido.
Palavras saem sem pressa ou demora
O tempo anuncia corrido
Que chega a hora do coração partido
Isso porque minh'alma é serena,
Não sofre de coração corrompido.
Partir é sempre uma pena
Que voa solta das asas do cupido.
Eu amo a ideia de que chova nos
fins dos dias do sul da América
As águas anunciam uma nova potência
Para a vida que não vive sem essa essência.
Escrever para as águas que caem não
é um sonho lúcido. Estou acordado,
sentindo-me sujo. Aqui fico pensando o que é
mais útil escrever: sobre o passado um pouco fútil
ou a ânsia de morrer?
fins dos dias do sul da América
As águas anunciam uma nova potência
Para a vida que não vive sem essa essência.
Escrever para as águas que caem não
é um sonho lúcido. Estou acordado,
sentindo-me sujo. Aqui fico pensando o que é
mais útil escrever: sobre o passado um pouco fútil
ou a ânsia de morrer?
Banho morno
O mundo toma banho morno
Quando S. Pedro liga o chuveiro do céu,
Pensam que está ficando louco
Chover parece um escarcel
Mas não é a água escandalosa
É só o ciclo cumprindo seu papel.
Quando S. Pedro liga o chuveiro do céu,
Pensam que está ficando louco
Chover parece um escarcel
Mas não é a água escandalosa
É só o ciclo cumprindo seu papel.
Chuva pedreguda
Gotas fortes e pedras pequenas
Tomara que as casas tenham sorte
E não sofram nenhum problema.
O gelo cai veloz,
Na terra tão quente, feroz
Rebate nas coisas todas
As donas de casa ficam doidas.
Tomara que as casas tenham sorte
E não sofram nenhum problema.
O gelo cai veloz,
Na terra tão quente, feroz
Rebate nas coisas todas
As donas de casa ficam doidas.
quinta-feira, novembro 24, 2011
Há os que digam que é uma passagem do agora para o futuro de mudanças e adaptações pelo qual deveremos todos passar mas a constante sensação dicotomica que me prende, inerte, no agora me deixa longe de uma definição mais complexa: a depressão é a doença do passado e a ansiedade a doença do futuro. A soma dessa vontades de reaver e prever é o ostracismo que gera o ofuscar do brilho de qualquer estrela nascente.
Intrincado como um labirinto, o processo de fundir tem sido árduo e a confissão não menos serena, porque enquanto assimilo a inebriação acoplada de meus atos questiono o caminho para o qual eles me guiam: posso estar à beira de um abismo que não exatamente propicia uma queda, só fruir uma profunda escuridão.
Intrincado como um labirinto, o processo de fundir tem sido árduo e a confissão não menos serena, porque enquanto assimilo a inebriação acoplada de meus atos questiono o caminho para o qual eles me guiam: posso estar à beira de um abismo que não exatamente propicia uma queda, só fruir uma profunda escuridão.
segunda-feira, novembro 07, 2011
Interferência
Gostaria de poder chegar mais perto, porém infelizemente todo o acúmulo desses seus pequenos atos me coloca na distância. Estando sempre a espreita da sua próxima palavra e até mesmo silenciando quando sua verborragia pede espaço, eu continuo completo. Estou íntegro perante a ti e por vezes reflito se o que te acomete não é essa fase de mudança que assombra todo mundo. Não sei para qual lado que pendes e se é importante saber disso, eu também me pergunto.
Da fala de teu corpo e do silêncio da tua fala, tua inexpressiva exaustão, essa coisa que te transforma num tipo tão masculino. Fico por vezes admirado em imaginar que a dependência mútua tornou-se um motivo sádico, e mais, quando achastes que a tormenta havia passado, nós todos ainda estávamos ali. E revida-nos com desdém... O que considera-se comum, diante da situação que o agora sugere: é preciso manter o olhar adiante. Meu movimento é ventilar e, panoramicamente, os meus olhos acabam por encontrar os teus.
Só sinta como se possivelmente fosse verdade, porque torna-se nitida cada vez mais a maneira como teu corpo gela perante aquilo que te desagrada, e o quanto não consegues fugir é o quão perto necessitas ficar para manter-se de pé. Continuo a espreitar-te no meu silêncio mais profundo, no meu olhar mais tenro e na minha fala acuada. O poder que exerces sobre mim é aquele que te dou. Passar por cima disso é contra amar.
Da fala de teu corpo e do silêncio da tua fala, tua inexpressiva exaustão, essa coisa que te transforma num tipo tão masculino. Fico por vezes admirado em imaginar que a dependência mútua tornou-se um motivo sádico, e mais, quando achastes que a tormenta havia passado, nós todos ainda estávamos ali. E revida-nos com desdém... O que considera-se comum, diante da situação que o agora sugere: é preciso manter o olhar adiante. Meu movimento é ventilar e, panoramicamente, os meus olhos acabam por encontrar os teus.
Só sinta como se possivelmente fosse verdade, porque torna-se nitida cada vez mais a maneira como teu corpo gela perante aquilo que te desagrada, e o quanto não consegues fugir é o quão perto necessitas ficar para manter-se de pé. Continuo a espreitar-te no meu silêncio mais profundo, no meu olhar mais tenro e na minha fala acuada. O poder que exerces sobre mim é aquele que te dou. Passar por cima disso é contra amar.
quarta-feira, outubro 26, 2011
Parede
A realidade limita a utopia e essa relação intransigente me freia, quando o que sinto é a necessidade de ceder a uma demanda desenfreada. Estou vivendo uma utopia? Ou essa realidade não me permite o vislumbre e me encaminha ao Delirar?
Os desdobramentos do que habita em mim não criam uma forma definida porque é numa síntese abstrata que caracterizo-me em projeção. Até entendo que a leitura deve ser mais confortável nos olhos de quem lê, só que o detalhe principal do olho que olha é o próprio olho que vê. Não posso ir além disso, do que sai desses pra fora; o meu controle se limita aonde acabam minhas paredes e não que me sinta trancafiado - transito em certa liberdade - só não entendo essas impotências cotidianas que apaziguam aquilo que ferve em mim.
Amansar o ferino é adestrar o filhote, perscrutar o alvo. Minha seca vontade é aventurar-me no desconhecido.
O ovo choca, a galinha o põe. Clarice deve ter sido dessas mulheres que pensou, chegou e tocou muitas máximas da natureza humana. Ao invés de ter sido um ser humano brilhante e isolado, é luz intensa como tantos outros e quando uma fagulha desse iluminar repousa sobre nossos espíritos? O que acreditamos e sintetizamos não está sozinho. O pensamento caminha numa estrada escura até elucidar-se em alguma luz, porém por vezes anda de muletas pois, guia-ser só num caminho sinuoso é como enfrentar a perfeição racional da linha reta.
Os desdobramentos do que habita em mim não criam uma forma definida porque é numa síntese abstrata que caracterizo-me em projeção. Até entendo que a leitura deve ser mais confortável nos olhos de quem lê, só que o detalhe principal do olho que olha é o próprio olho que vê. Não posso ir além disso, do que sai desses pra fora; o meu controle se limita aonde acabam minhas paredes e não que me sinta trancafiado - transito em certa liberdade - só não entendo essas impotências cotidianas que apaziguam aquilo que ferve em mim.
Amansar o ferino é adestrar o filhote, perscrutar o alvo. Minha seca vontade é aventurar-me no desconhecido.
O ovo choca, a galinha o põe. Clarice deve ter sido dessas mulheres que pensou, chegou e tocou muitas máximas da natureza humana. Ao invés de ter sido um ser humano brilhante e isolado, é luz intensa como tantos outros e quando uma fagulha desse iluminar repousa sobre nossos espíritos? O que acreditamos e sintetizamos não está sozinho. O pensamento caminha numa estrada escura até elucidar-se em alguma luz, porém por vezes anda de muletas pois, guia-ser só num caminho sinuoso é como enfrentar a perfeição racional da linha reta.
segunda-feira, outubro 17, 2011
sal
I've been watching
listening, opening her
I could not realize the real
the object
because by now I'm on the
first sight
the conciousness
I should not wait time not waste the mind
but the chaos is brightining and shining
and shes touching it.
listening, opening her
I could not realize the real
the object
because by now I'm on the
first sight
the conciousness
I should not wait time not waste the mind
but the chaos is brightining and shining
and shes touching it.
segunda-feira, outubro 10, 2011
agora
Foi despercebido
E rápido.
Lembrar-me de ontem e
Imaginar encontrar-te
Pode deixar
Essa vontade de mais,
maior.
E rápido.
Lembrar-me de ontem e
Imaginar encontrar-te
Pode deixar
Essa vontade de mais,
maior.
domingo, setembro 11, 2011
Errre menosss
Não estou mais na parede. Ele deve ter ficado com tanta saudade e tanta raiva de mim, que ao mesmo tempo que decidiu me esquecer, decidiu me castigar.
Ele sabe que eu sei, que não estou mais na parede...
Ao mesmo tempo, me invade e se sacia de mim enquanto me bebe.
Estou entregue e ele não quer entregar-se.
Me engana deixando-me ser eu; fico dando o apoio moral. Reforçando a alma boêmia que precisa tocar a carne para aliviar as pressões da mente.
Eu não posso condená-lo justamente por compreender que o fogo que nele arde e exala aos arredores é o mesmo que me queima.
Por dentro a efervescência é uma constante, nos suportamos as dores nos corpos mas perdoamos aquilo que somos um com o outro - negação e tirania - para existirmos plenos.
Ainda trememos em nossas bases quando estamos perto. É o extremo conforto denunciando a nós de sensíveis.
Ele sabe que eu sei, que não estou mais na parede...
Ao mesmo tempo, me invade e se sacia de mim enquanto me bebe.
Estou entregue e ele não quer entregar-se.
Me engana deixando-me ser eu; fico dando o apoio moral. Reforçando a alma boêmia que precisa tocar a carne para aliviar as pressões da mente.
Eu não posso condená-lo justamente por compreender que o fogo que nele arde e exala aos arredores é o mesmo que me queima.
Por dentro a efervescência é uma constante, nos suportamos as dores nos corpos mas perdoamos aquilo que somos um com o outro - negação e tirania - para existirmos plenos.
Ainda trememos em nossas bases quando estamos perto. É o extremo conforto denunciando a nós de sensíveis.
Diálogo
-Muda tudo, tudo!
- Calma, espera um pouco!
- Na hora que te falei pra tirar...
- Eu nem sabia.
- Por isso que eu estava falando, porque eu sabia...
- Calma, espera um pouco!
- Na hora que te falei pra tirar...
- Eu nem sabia.
- Por isso que eu estava falando, porque eu sabia...
Passagem
O pouco tempo que fico
É o mesmo tempo que dedico
Porque sempre dedico o tempo todo
Mas existem tempos que o tempo troca
Como tudo que se faz com o Todo.
É o mesmo tempo que dedico
Porque sempre dedico o tempo todo
Mas existem tempos que o tempo troca
Como tudo que se faz com o Todo.
Com
Eu e agora
estamos e somos
ao mesmo tempo
e constante.
A fusão é percebida
e esmiuçada
a cada instante.
estamos e somos
ao mesmo tempo
e constante.
A fusão é percebida
e esmiuçada
a cada instante.
They
They think that
every single thing
I externalize
has itself meaning.
They wrong.
But who are they?
every single thing
I externalize
has itself meaning.
They wrong.
But who are they?
terça-feira, agosto 30, 2011
Eu e o pequeno
Estamos cheios, cheios de tanto ter que comportar e carregar. Cheios de tanto ter que fluir e lavar, cheio até a borda, mas ainda não iremos estourar.
terça-feira, julho 19, 2011
O fato, comendo
Desde cedo o dia abre-se cinza, as primeiras nuances são escuras, passam-se algumas horas até vir a coragem de adentrar a porta. Aquele cheiro de sempre, exalando das rugas, é muito marcante. Parece um mofo, incomoda-me o nariz, mas é preciso relevar pois este corpo me pede um respeito que parece que não sou obrigado a obedecer. Tem vezes que olhá-la, rememora-me um ritual infinito, imaginário: limpar sua casa, lavar sua louça, nunca tocar na sua comida; jamais perguntá-la os motivos de porquê ser assim.
Sento-me e noto que as paredes sugerem figuras e me entretenho por um tempo até que chama "vem, está na hora". Muito forte o apelo da crença agora, quando levanto-me para agradecer, com um gesto de corpo, para que todos notem, inclusive Ele, que todos os esforços são compensados nesses momentos em que partilhamos.
Questiono sobre aonde ficaremos: sentaremos aqui. Frente a frente. Eu no sofá, ela na mesa. Ainda mereço um tanto de conforto; ela resiste forte, segue a função, obedece a moral.
A porta colorida numa tentativa de bordô aquece, contrasta esse dia supostamente frio mas sufocante, abafado. Ruboriza toda a pele exposta, tenho vergonha de ficar nessa casa. Tudo tão perto, tão aberto e intocável ao mesmo tempo. No prato, um pouco de comida, um pouco de comida, um pouco de comida, para nós dois. Peixe, arroz, limão. A providência máxima de sentimento que invadiu-me o peito, uma única vez. Não a vejo mais. E lembro, hoje, ao acordar, do mofo perfumado que ficava exalando do corpo envelhecido.
Sento-me e noto que as paredes sugerem figuras e me entretenho por um tempo até que chama "vem, está na hora". Muito forte o apelo da crença agora, quando levanto-me para agradecer, com um gesto de corpo, para que todos notem, inclusive Ele, que todos os esforços são compensados nesses momentos em que partilhamos.
Questiono sobre aonde ficaremos: sentaremos aqui. Frente a frente. Eu no sofá, ela na mesa. Ainda mereço um tanto de conforto; ela resiste forte, segue a função, obedece a moral.
A porta colorida numa tentativa de bordô aquece, contrasta esse dia supostamente frio mas sufocante, abafado. Ruboriza toda a pele exposta, tenho vergonha de ficar nessa casa. Tudo tão perto, tão aberto e intocável ao mesmo tempo. No prato, um pouco de comida, um pouco de comida, um pouco de comida, para nós dois. Peixe, arroz, limão. A providência máxima de sentimento que invadiu-me o peito, uma única vez. Não a vejo mais. E lembro, hoje, ao acordar, do mofo perfumado que ficava exalando do corpo envelhecido.
sexta-feira, julho 01, 2011
Quanto mais explico as perguntas, outras me seguem. O conflito não reside na dúvida em fazer mas é o instante decisivo que está em jogo: a hora certa para definir se o que está sendo feito é realmente o intencionado. Não é para que eu pareça um cachorro, meus olhos são humanos, não tenho nenhum outro apelo. Olho com este mesmo olho que lê, mas penso e enxergo ludibriado por uma crença infundada. Ainda não parei de escrever e parece que já perdi o fio da meada. Se o caminho é sinuoso, não há motivos para tonturas; girar é preciso e quão mais aumentar a velocidade, logo é possível voar em espiral rumo às alturas. Lá onde não residem as glórias, mas a visão do todo. Nessa geral caminha o coração que vai batendo sozinho enxergando realidades que não palpitam juntas, mas que se completam e salientam o meu saber de que o que infiltra, também jorra, e jorra igual, em todos os lugares.
terça-feira, junho 07, 2011
segunda-feira, junho 06, 2011
Aonde deito
Apenas queremos sentir uma fluidez mais nítida, que permita esse contínuo do tempo, essa onda que transporta. A vida que dói, amedronta e então nos chama para comemorar o todo, de bom, que possa haver.
Não há como negar o desejo, é mais forte que o próprio impulso. Vitalmente, basta estar vivo mas além do que o corpo sente, mora uma alma, outra coisa habita.
Transpor todos os paradigmas pode ser o rumo, não o alvo.
A quebra os contrói, fortes e renovados. Os filhos do amanhã necessitam de uma parede para quebrar, é preciso seguir uma forma de caminho, tortuoso, titubeante, tímido, todos.
Em Acreditar deita meu espírito, que entende na compreensão da linguagem, o suficiente para abastecer durante o caminho, e enquanto essa beleza for-me ofertada, por que não condicioná-la ao meu cotidiano: passando cada dia como se fosse qualquer outro, acreditando.
Não há como negar o desejo, é mais forte que o próprio impulso. Vitalmente, basta estar vivo mas além do que o corpo sente, mora uma alma, outra coisa habita.
Transpor todos os paradigmas pode ser o rumo, não o alvo.
A quebra os contrói, fortes e renovados. Os filhos do amanhã necessitam de uma parede para quebrar, é preciso seguir uma forma de caminho, tortuoso, titubeante, tímido, todos.
Em Acreditar deita meu espírito, que entende na compreensão da linguagem, o suficiente para abastecer durante o caminho, e enquanto essa beleza for-me ofertada, por que não condicioná-la ao meu cotidiano: passando cada dia como se fosse qualquer outro, acreditando.
sexta-feira, junho 03, 2011
Tentativa
Olhava todos aqueles, em pé dentro do ônibus, motoristas e cobradores, homens e uma mulher que falavam sobre as coisas que periciavam da vida. Enquanto isso, era só o caminho. Não era desconfortável representar nem a compania nem a si próprios. Iluminados pelo sol mais quente do dia, no meio do ônibus, obstruíam quem subia e descia: de detalhes como esses, todos os faziam presentes. Nenhum olhar recuava porque os pares jogavam. Esvaziou-se o espaço depois de uma longa risada em grupo concordando sobre as dificuldades da vida. E desceram, dando fluxo a velocidade das ações.
Ficou uma mulher, anônima, representando a si própria toda imersa naquela energia que contemplava o vazio. Com um sorriso esforçado, que se confundia com uma linha de expressão rotineira e com uma tentativa de dizer o que achava incrível nas conquistas detalhadas pelo caminho. Mas não obteve resposta: dava-me as costas, não sentiu o quanto a notava.
segunda-feira, maio 23, 2011
E.G.,
O mais perto de
EU TE AMO
posso chegar é
EU TAMBÉM.
E no fundo do meu silêncio,
há sua compreensão.
EU TE AMO
posso chegar é
EU TAMBÉM.
E no fundo do meu silêncio,
há sua compreensão.
Certamente reaproximei-me de uma ausência. Interessante perceber que alguém no presente pode somente lembrar o passado.
Não há motivos frescos para ir avante, galopante, como um verdadeiro
Cavaleiro Andante,
em busca de outro presente, que já está distante.
Desejo-o todo tipo de sorte, nenhum tipo de morte, porque ainda é nítida a energia que emana.
E por isso, somente, devo calar-me.
Outro aspecto foi silenciar-me quando notei-me. O eu-objeto quando em análise causa-me o quê? Não permitir o outro a participar dessa "extensão dentro de mim" é a forma defensiva ou egoísta em relação ao outro?
Há os que acreditam que só a afirmação resolve parte do problema, como busca da verdadeira solução. Afirmo que há o problema, mas me perco na simples questão.
Ele está ao meu lado.
Não há motivos frescos para ir avante, galopante, como um verdadeiro
Cavaleiro Andante,
em busca de outro presente, que já está distante.
Desejo-o todo tipo de sorte, nenhum tipo de morte, porque ainda é nítida a energia que emana.
E por isso, somente, devo calar-me.
Outro aspecto foi silenciar-me quando notei-me. O eu-objeto quando em análise causa-me o quê? Não permitir o outro a participar dessa "extensão dentro de mim" é a forma defensiva ou egoísta em relação ao outro?
Há os que acreditam que só a afirmação resolve parte do problema, como busca da verdadeira solução. Afirmo que há o problema, mas me perco na simples questão.
Ele está ao meu lado.
quinta-feira, maio 05, 2011
Não há como negar que a escapatória está cada vez mais distante: teria de fazer todo um movimento reverso desse que me lança.
Diretamente para frente, onde não há nada além do mistério, completo desconhecido.
Uma lacuna, separando o claro do escuro, o sonho da realidade, é essa de passado, que na verdade é o princípio, onde meu tudo se baseia: preciso superá-la, ao invés de esquece-la.
Fingir não haver cancela todo o mistério.
O mistério é como se fosse o abismo.
Diretamente para frente, onde não há nada além do mistério, completo desconhecido.
Uma lacuna, separando o claro do escuro, o sonho da realidade, é essa de passado, que na verdade é o princípio, onde meu tudo se baseia: preciso superá-la, ao invés de esquece-la.
Fingir não haver cancela todo o mistério.
O mistério é como se fosse o abismo.
segunda-feira, abril 25, 2011
Cruzei minhas vontades com alguns de meus [saciados] desejos. Ainda entendo que é preciso manter-me próximo da casa. Como filho ainda preciso crescer e transpor. Em milhões, não ascenderia: viveria em demora.
Daqui parto seguro das coisas que observei, mas ao mesmo tempo o incerto ainda circunda toda a estrutura: onde há o mistério, existe a vivência da dúvida.
Sinto como se o sol fosse sempre esplêndido ao brilhar no fim de cada ciclo.
Daqui parto seguro das coisas que observei, mas ao mesmo tempo o incerto ainda circunda toda a estrutura: onde há o mistério, existe a vivência da dúvida.
Sinto como se o sol fosse sempre esplêndido ao brilhar no fim de cada ciclo.
quarta-feira, abril 13, 2011
sexta-feira, abril 08, 2011
Pode ser que o estranho dos seus olhares queira dizer ao desconhecido no seu âmago algo novo, que provavelmente só minha boca conseguirá desvendar; e enquanto seguimos esse caminho curto, às vezes parados a pouca distância, ainda é silêncio.
Na verdade não é - o silêncio já se quebrou, só ainda não ouvi tua fala.
sexta-feira, abril 01, 2011
quinta-feira, março 31, 2011
terça-feira, março 29, 2011
Ele tem como ficar lá parado, do outro lado da rua, esperando que alguém vá acenar ou localizá-lo pela simples presença acentuada no terreno. Só porque as linhas são fortes e os adornos chamativos, não quer dizer que o olharão a todo instante, a não ser que esteja sempre em busca dos olhares, implorando com o clarão brilhante dos seus olhos que o que precisa é de um pouco de um estranho carinho; e faz, e encontra e assim que o encontram se surpreendem porque veem nele refletidos as centelhas de um glorioso jovem presente.
É muito bizarro aqui pra onde viemos. De repente, tudo corre como se fosse preciso chegar antes mesmo do combinado; a espera não está mais em voga ao passo que esperamos o desabrochar das coisas no caminho.
É muito bizarro que ainda não paramos, mas que só estamos num rumo, num fluxo, cegos no escuro mas programando aonde iluminar.
É muito bizarro que ainda não paramos, mas que só estamos num rumo, num fluxo, cegos no escuro mas programando aonde iluminar.
segunda-feira, março 14, 2011
quarta-feira, fevereiro 23, 2011
É uma relação absurda de segredo e escondeirjo que meu corpo trava enquanto a poucos passos, uma energia completamente distinta repousa frente ao meu torpor da lógica. O olhar se perde por não se equilibrar, não posiciono-me rente frente ao espaço,
pode ser tanto a verdade da latência quando a opressão da mentira.
pode ser tanto a verdade da latência quando a opressão da mentira.
Belo estranho
A fome que o corpo sente
O olhar não sacia
E não há forma alguma
Quando inclino a cabeça
Que não lhe encontro na vista.
O olhar não sacia
E não há forma alguma
Quando inclino a cabeça
Que não lhe encontro na vista.
segunda-feira, fevereiro 21, 2011
Pode ser menor a dor que me acolhe, caso vire os olhos pro alto e compreenda que vem do controle a força precisa pra poder seguir - mas persegue-me o peso nos ombros queimando e puxando a carne, como se a fosse rasgar.
E não há descanso sob posição rígida, não há corpo ríspido que a segure: ajeitar-me descompassa o relaxamento, porque não vai embora o incômodo na hora que me deito; daí então me desarticulo e fico meio rude em posição pra atenuar a sensação de transbordar até os pés o jorrar dessa fonte que me sai dos ombros.
E não há descanso sob posição rígida, não há corpo ríspido que a segure: ajeitar-me descompassa o relaxamento, porque não vai embora o incômodo na hora que me deito; daí então me desarticulo e fico meio rude em posição pra atenuar a sensação de transbordar até os pés o jorrar dessa fonte que me sai dos ombros.
quarta-feira, fevereiro 09, 2011
domingo, janeiro 09, 2011
domingo, dezembro 26, 2010
sábado, dezembro 25, 2010
sábado, dezembro 18, 2010
quinta-feira, dezembro 16, 2010
terça-feira, dezembro 14, 2010
quarta-feira, dezembro 08, 2010
quarta-feira, dezembro 01, 2010
quarta-feira, novembro 24, 2010
segunda-feira, novembro 22, 2010
Era uma vez uma menina que morava em uma casa enorme, um dia veio uma bruxa e pegou ela, então Joãozinho, que morava com ela, foi atrás da bruxa com a vassoura mágica e então ela disse "Joãozinho me salve antes que a bruxa faça um feitiço e você vire um sapo feio"!
Lucas, amigo de Joãozinho, roubou a varinha mágica da bruxa e fez um feitiço, transformou a bruxa num anãozinho e apareceu um bruxo que pegou a sua varinha mágica e disse ALAKAZINALAKAZAN e transformou Lucas em um sapo.
Assim, Joãozinho fugiu e voltou com a menina pra sua casa, felizes.
Para sempre.
fim e bom dia
Lucas, amigo de Joãozinho, roubou a varinha mágica da bruxa e fez um feitiço, transformou a bruxa num anãozinho e apareceu um bruxo que pegou a sua varinha mágica e disse ALAKAZINALAKAZAN e transformou Lucas em um sapo.
Assim, Joãozinho fugiu e voltou com a menina pra sua casa, felizes.
Para sempre.
fim e bom dia
domingo, novembro 21, 2010
sexta-feira, novembro 12, 2010
quinta-feira, novembro 11, 2010
terça-feira, novembro 09, 2010
quinta-feira, novembro 04, 2010
Até a distância serve pra não modificar a realidade, para sempre particular. Como eu mesmo, trancado nesses dias que só passam.
O fluxo é o que define o homem sábio, que com as horas se torna fluído,
e impõe-se.
Algumas palavras precisam sumir para enobrecer o elucidar de outras.
Queria entender o garrancho e transformá-lo em rabisco, evoluir o traço e fazer da palavra, que não emito, desenho.
O fluxo é o que define o homem sábio, que com as horas se torna fluído,
e impõe-se.
Algumas palavras precisam sumir para enobrecer o elucidar de outras.
Queria entender o garrancho e transformá-lo em rabisco, evoluir o traço e fazer da palavra, que não emito, desenho.
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