O pouco tempo que fico
É o mesmo tempo que dedico
Porque sempre dedico o tempo todo
Mas existem tempos que o tempo troca
Como tudo que se faz com o Todo.
domingo, setembro 11, 2011
terça-feira, agosto 30, 2011
Eu e o pequeno
Estamos cheios, cheios de tanto ter que comportar e carregar. Cheios de tanto ter que fluir e lavar, cheio até a borda, mas ainda não iremos estourar.
terça-feira, julho 19, 2011
O fato, comendo
Desde cedo o dia abre-se cinza, as primeiras nuances são escuras, passam-se algumas horas até vir a coragem de adentrar a porta. Aquele cheiro de sempre, exalando das rugas, é muito marcante. Parece um mofo, incomoda-me o nariz, mas é preciso relevar pois este corpo me pede um respeito que parece que não sou obrigado a obedecer. Tem vezes que olhá-la, rememora-me um ritual infinito, imaginário: limpar sua casa, lavar sua louça, nunca tocar na sua comida; jamais perguntá-la os motivos de porquê ser assim.
Sento-me e noto que as paredes sugerem figuras e me entretenho por um tempo até que chama "vem, está na hora". Muito forte o apelo da crença agora, quando levanto-me para agradecer, com um gesto de corpo, para que todos notem, inclusive Ele, que todos os esforços são compensados nesses momentos em que partilhamos.
Questiono sobre aonde ficaremos: sentaremos aqui. Frente a frente. Eu no sofá, ela na mesa. Ainda mereço um tanto de conforto; ela resiste forte, segue a função, obedece a moral.
A porta colorida numa tentativa de bordô aquece, contrasta esse dia supostamente frio mas sufocante, abafado. Ruboriza toda a pele exposta, tenho vergonha de ficar nessa casa. Tudo tão perto, tão aberto e intocável ao mesmo tempo. No prato, um pouco de comida, um pouco de comida, um pouco de comida, para nós dois. Peixe, arroz, limão. A providência máxima de sentimento que invadiu-me o peito, uma única vez. Não a vejo mais. E lembro, hoje, ao acordar, do mofo perfumado que ficava exalando do corpo envelhecido.
Sento-me e noto que as paredes sugerem figuras e me entretenho por um tempo até que chama "vem, está na hora". Muito forte o apelo da crença agora, quando levanto-me para agradecer, com um gesto de corpo, para que todos notem, inclusive Ele, que todos os esforços são compensados nesses momentos em que partilhamos.
Questiono sobre aonde ficaremos: sentaremos aqui. Frente a frente. Eu no sofá, ela na mesa. Ainda mereço um tanto de conforto; ela resiste forte, segue a função, obedece a moral.
A porta colorida numa tentativa de bordô aquece, contrasta esse dia supostamente frio mas sufocante, abafado. Ruboriza toda a pele exposta, tenho vergonha de ficar nessa casa. Tudo tão perto, tão aberto e intocável ao mesmo tempo. No prato, um pouco de comida, um pouco de comida, um pouco de comida, para nós dois. Peixe, arroz, limão. A providência máxima de sentimento que invadiu-me o peito, uma única vez. Não a vejo mais. E lembro, hoje, ao acordar, do mofo perfumado que ficava exalando do corpo envelhecido.
sexta-feira, julho 01, 2011
Quanto mais explico as perguntas, outras me seguem. O conflito não reside na dúvida em fazer mas é o instante decisivo que está em jogo: a hora certa para definir se o que está sendo feito é realmente o intencionado. Não é para que eu pareça um cachorro, meus olhos são humanos, não tenho nenhum outro apelo. Olho com este mesmo olho que lê, mas penso e enxergo ludibriado por uma crença infundada. Ainda não parei de escrever e parece que já perdi o fio da meada. Se o caminho é sinuoso, não há motivos para tonturas; girar é preciso e quão mais aumentar a velocidade, logo é possível voar em espiral rumo às alturas. Lá onde não residem as glórias, mas a visão do todo. Nessa geral caminha o coração que vai batendo sozinho enxergando realidades que não palpitam juntas, mas que se completam e salientam o meu saber de que o que infiltra, também jorra, e jorra igual, em todos os lugares.
terça-feira, junho 07, 2011
segunda-feira, junho 06, 2011
Aonde deito
Apenas queremos sentir uma fluidez mais nítida, que permita esse contínuo do tempo, essa onda que transporta. A vida que dói, amedronta e então nos chama para comemorar o todo, de bom, que possa haver.
Não há como negar o desejo, é mais forte que o próprio impulso. Vitalmente, basta estar vivo mas além do que o corpo sente, mora uma alma, outra coisa habita.
Transpor todos os paradigmas pode ser o rumo, não o alvo.
A quebra os contrói, fortes e renovados. Os filhos do amanhã necessitam de uma parede para quebrar, é preciso seguir uma forma de caminho, tortuoso, titubeante, tímido, todos.
Em Acreditar deita meu espírito, que entende na compreensão da linguagem, o suficiente para abastecer durante o caminho, e enquanto essa beleza for-me ofertada, por que não condicioná-la ao meu cotidiano: passando cada dia como se fosse qualquer outro, acreditando.
Não há como negar o desejo, é mais forte que o próprio impulso. Vitalmente, basta estar vivo mas além do que o corpo sente, mora uma alma, outra coisa habita.
Transpor todos os paradigmas pode ser o rumo, não o alvo.
A quebra os contrói, fortes e renovados. Os filhos do amanhã necessitam de uma parede para quebrar, é preciso seguir uma forma de caminho, tortuoso, titubeante, tímido, todos.
Em Acreditar deita meu espírito, que entende na compreensão da linguagem, o suficiente para abastecer durante o caminho, e enquanto essa beleza for-me ofertada, por que não condicioná-la ao meu cotidiano: passando cada dia como se fosse qualquer outro, acreditando.
sexta-feira, junho 03, 2011
Tentativa
Olhava todos aqueles, em pé dentro do ônibus, motoristas e cobradores, homens e uma mulher que falavam sobre as coisas que periciavam da vida. Enquanto isso, era só o caminho. Não era desconfortável representar nem a compania nem a si próprios. Iluminados pelo sol mais quente do dia, no meio do ônibus, obstruíam quem subia e descia: de detalhes como esses, todos os faziam presentes. Nenhum olhar recuava porque os pares jogavam. Esvaziou-se o espaço depois de uma longa risada em grupo concordando sobre as dificuldades da vida. E desceram, dando fluxo a velocidade das ações.
Ficou uma mulher, anônima, representando a si própria toda imersa naquela energia que contemplava o vazio. Com um sorriso esforçado, que se confundia com uma linha de expressão rotineira e com uma tentativa de dizer o que achava incrível nas conquistas detalhadas pelo caminho. Mas não obteve resposta: dava-me as costas, não sentiu o quanto a notava.
segunda-feira, maio 23, 2011
E.G.,
O mais perto de
EU TE AMO
posso chegar é
EU TAMBÉM.
E no fundo do meu silêncio,
há sua compreensão.
EU TE AMO
posso chegar é
EU TAMBÉM.
E no fundo do meu silêncio,
há sua compreensão.
Certamente reaproximei-me de uma ausência. Interessante perceber que alguém no presente pode somente lembrar o passado.
Não há motivos frescos para ir avante, galopante, como um verdadeiro
Cavaleiro Andante,
em busca de outro presente, que já está distante.
Desejo-o todo tipo de sorte, nenhum tipo de morte, porque ainda é nítida a energia que emana.
E por isso, somente, devo calar-me.
Outro aspecto foi silenciar-me quando notei-me. O eu-objeto quando em análise causa-me o quê? Não permitir o outro a participar dessa "extensão dentro de mim" é a forma defensiva ou egoísta em relação ao outro?
Há os que acreditam que só a afirmação resolve parte do problema, como busca da verdadeira solução. Afirmo que há o problema, mas me perco na simples questão.
Ele está ao meu lado.
Não há motivos frescos para ir avante, galopante, como um verdadeiro
Cavaleiro Andante,
em busca de outro presente, que já está distante.
Desejo-o todo tipo de sorte, nenhum tipo de morte, porque ainda é nítida a energia que emana.
E por isso, somente, devo calar-me.
Outro aspecto foi silenciar-me quando notei-me. O eu-objeto quando em análise causa-me o quê? Não permitir o outro a participar dessa "extensão dentro de mim" é a forma defensiva ou egoísta em relação ao outro?
Há os que acreditam que só a afirmação resolve parte do problema, como busca da verdadeira solução. Afirmo que há o problema, mas me perco na simples questão.
Ele está ao meu lado.
quinta-feira, maio 05, 2011
Não há como negar que a escapatória está cada vez mais distante: teria de fazer todo um movimento reverso desse que me lança.
Diretamente para frente, onde não há nada além do mistério, completo desconhecido.
Uma lacuna, separando o claro do escuro, o sonho da realidade, é essa de passado, que na verdade é o princípio, onde meu tudo se baseia: preciso superá-la, ao invés de esquece-la.
Fingir não haver cancela todo o mistério.
O mistério é como se fosse o abismo.
Diretamente para frente, onde não há nada além do mistério, completo desconhecido.
Uma lacuna, separando o claro do escuro, o sonho da realidade, é essa de passado, que na verdade é o princípio, onde meu tudo se baseia: preciso superá-la, ao invés de esquece-la.
Fingir não haver cancela todo o mistério.
O mistério é como se fosse o abismo.
segunda-feira, abril 25, 2011
Cruzei minhas vontades com alguns de meus [saciados] desejos. Ainda entendo que é preciso manter-me próximo da casa. Como filho ainda preciso crescer e transpor. Em milhões, não ascenderia: viveria em demora.
Daqui parto seguro das coisas que observei, mas ao mesmo tempo o incerto ainda circunda toda a estrutura: onde há o mistério, existe a vivência da dúvida.
Sinto como se o sol fosse sempre esplêndido ao brilhar no fim de cada ciclo.
Daqui parto seguro das coisas que observei, mas ao mesmo tempo o incerto ainda circunda toda a estrutura: onde há o mistério, existe a vivência da dúvida.
Sinto como se o sol fosse sempre esplêndido ao brilhar no fim de cada ciclo.
quarta-feira, abril 13, 2011
sexta-feira, abril 08, 2011
Pode ser que o estranho dos seus olhares queira dizer ao desconhecido no seu âmago algo novo, que provavelmente só minha boca conseguirá desvendar; e enquanto seguimos esse caminho curto, às vezes parados a pouca distância, ainda é silêncio.
Na verdade não é - o silêncio já se quebrou, só ainda não ouvi tua fala.
sexta-feira, abril 01, 2011
quinta-feira, março 31, 2011
terça-feira, março 29, 2011
Ele tem como ficar lá parado, do outro lado da rua, esperando que alguém vá acenar ou localizá-lo pela simples presença acentuada no terreno. Só porque as linhas são fortes e os adornos chamativos, não quer dizer que o olharão a todo instante, a não ser que esteja sempre em busca dos olhares, implorando com o clarão brilhante dos seus olhos que o que precisa é de um pouco de um estranho carinho; e faz, e encontra e assim que o encontram se surpreendem porque veem nele refletidos as centelhas de um glorioso jovem presente.
É muito bizarro aqui pra onde viemos. De repente, tudo corre como se fosse preciso chegar antes mesmo do combinado; a espera não está mais em voga ao passo que esperamos o desabrochar das coisas no caminho.
É muito bizarro que ainda não paramos, mas que só estamos num rumo, num fluxo, cegos no escuro mas programando aonde iluminar.
É muito bizarro que ainda não paramos, mas que só estamos num rumo, num fluxo, cegos no escuro mas programando aonde iluminar.
segunda-feira, março 14, 2011
quarta-feira, fevereiro 23, 2011
É uma relação absurda de segredo e escondeirjo que meu corpo trava enquanto a poucos passos, uma energia completamente distinta repousa frente ao meu torpor da lógica. O olhar se perde por não se equilibrar, não posiciono-me rente frente ao espaço,
pode ser tanto a verdade da latência quando a opressão da mentira.
pode ser tanto a verdade da latência quando a opressão da mentira.
Belo estranho
A fome que o corpo sente
O olhar não sacia
E não há forma alguma
Quando inclino a cabeça
Que não lhe encontro na vista.
O olhar não sacia
E não há forma alguma
Quando inclino a cabeça
Que não lhe encontro na vista.
segunda-feira, fevereiro 21, 2011
Pode ser menor a dor que me acolhe, caso vire os olhos pro alto e compreenda que vem do controle a força precisa pra poder seguir - mas persegue-me o peso nos ombros queimando e puxando a carne, como se a fosse rasgar.
E não há descanso sob posição rígida, não há corpo ríspido que a segure: ajeitar-me descompassa o relaxamento, porque não vai embora o incômodo na hora que me deito; daí então me desarticulo e fico meio rude em posição pra atenuar a sensação de transbordar até os pés o jorrar dessa fonte que me sai dos ombros.
E não há descanso sob posição rígida, não há corpo ríspido que a segure: ajeitar-me descompassa o relaxamento, porque não vai embora o incômodo na hora que me deito; daí então me desarticulo e fico meio rude em posição pra atenuar a sensação de transbordar até os pés o jorrar dessa fonte que me sai dos ombros.
quarta-feira, fevereiro 09, 2011
domingo, janeiro 09, 2011
domingo, dezembro 26, 2010
sábado, dezembro 25, 2010
sábado, dezembro 18, 2010
quinta-feira, dezembro 16, 2010
terça-feira, dezembro 14, 2010
quarta-feira, dezembro 08, 2010
quarta-feira, dezembro 01, 2010
quarta-feira, novembro 24, 2010
segunda-feira, novembro 22, 2010
Era uma vez uma menina que morava em uma casa enorme, um dia veio uma bruxa e pegou ela, então Joãozinho, que morava com ela, foi atrás da bruxa com a vassoura mágica e então ela disse "Joãozinho me salve antes que a bruxa faça um feitiço e você vire um sapo feio"!
Lucas, amigo de Joãozinho, roubou a varinha mágica da bruxa e fez um feitiço, transformou a bruxa num anãozinho e apareceu um bruxo que pegou a sua varinha mágica e disse ALAKAZINALAKAZAN e transformou Lucas em um sapo.
Assim, Joãozinho fugiu e voltou com a menina pra sua casa, felizes.
Para sempre.
fim e bom dia
Lucas, amigo de Joãozinho, roubou a varinha mágica da bruxa e fez um feitiço, transformou a bruxa num anãozinho e apareceu um bruxo que pegou a sua varinha mágica e disse ALAKAZINALAKAZAN e transformou Lucas em um sapo.
Assim, Joãozinho fugiu e voltou com a menina pra sua casa, felizes.
Para sempre.
fim e bom dia
domingo, novembro 21, 2010
sexta-feira, novembro 12, 2010
quinta-feira, novembro 11, 2010
terça-feira, novembro 09, 2010
quinta-feira, novembro 04, 2010
Até a distância serve pra não modificar a realidade, para sempre particular. Como eu mesmo, trancado nesses dias que só passam.
O fluxo é o que define o homem sábio, que com as horas se torna fluído,
e impõe-se.
Algumas palavras precisam sumir para enobrecer o elucidar de outras.
Queria entender o garrancho e transformá-lo em rabisco, evoluir o traço e fazer da palavra, que não emito, desenho.
O fluxo é o que define o homem sábio, que com as horas se torna fluído,
e impõe-se.
Algumas palavras precisam sumir para enobrecer o elucidar de outras.
Queria entender o garrancho e transformá-lo em rabisco, evoluir o traço e fazer da palavra, que não emito, desenho.
quinta-feira, outubro 21, 2010
Sinto-me o próprio Atlas, carregando um mundo
Esfera morta, branca, lisa e branda
Com o peso morto de uma calmaria morna
onde nada acontece, a não ser os dias
que correm atrás de sua mãe;
curando seus complexos, suprime-se os desejos
realizá-los aponta certeza do erro
por tê-los sustentado por tanto tempo,
em um silêncio escuro,
que dilacera como o vácuo, no Universo.
Esfera morta, branca, lisa e branda
Com o peso morto de uma calmaria morna
onde nada acontece, a não ser os dias
que correm atrás de sua mãe;
curando seus complexos, suprime-se os desejos
realizá-los aponta certeza do erro
por tê-los sustentado por tanto tempo,
em um silêncio escuro,
que dilacera como o vácuo, no Universo.
terça-feira, outubro 19, 2010
quarta-feira, outubro 06, 2010
Amor,
lhe peço para que não me
enchas de preocupações e
que no lugar delas venhas me
visitar.
Meu egoísmo bateu em pontos distantes,
que por você sou capaz de me desarmar.
Pense que não estou só,
e quero vê-los crescer podendo
positivamente
ajudar.
enchas de preocupações e
que no lugar delas venhas me
visitar.
Meu egoísmo bateu em pontos distantes,
que por você sou capaz de me desarmar.
Pense que não estou só,
e quero vê-los crescer podendo
positivamente
ajudar.
sexta-feira, outubro 01, 2010
Não há o que argumentar, o registro é documento e o passado é só tempo. Um tempo onde discorre um entrelaçamento de idas e vindas que hoje não existe mais. De que serve todo o desgaste e esse acúmulo de sedimentos? Deixo tudo fluir livremente, mas nada seguro. Continuo entre a noção da propriedade privada de sentimentos e do que tem de ser do mundo. Retomo a questão: será importante mesmo?
segunda-feira, julho 05, 2010
Queria MUITO SABER O QUE LOUISE BORGEOUIS TEM a me dizer, especialmente agora. não hoje. mas é que em algum momento parece-me que subiu uma ruga à face alegando que a estrada é longa e contínua, e que se esquivar é tática falha. Será que me entrego a ponto.
a. de ....... minhas palavras com um medo aparente de desdizer r minhas tentativas de proteção?
a. de ....... minhas palavras com um medo aparente de desdizer r minhas tentativas de proteção?
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