sexta-feira, novembro 20, 2009

A visão que sobressai dos lençóis

O que os olhos podem ver ainda é muito maior do que a boca é capaz de explicar, e a visão das coisas efêmeras é o que assola os corações insubordinados. A estrutura que se concretiza para a criação dessa atmosfera cheia de gostos e desgastes, leva a inconsciência a um patamar elevado. Ao patamar ínfimo do que se perde no meio do caminho. E a isso, Josué dá o nome de liberdade. A liberdade da desenvoltura de seu corpo, não é a mesma quando acorda e muda sempre que vai dormir. São anestesias análogas, mas com intenções diferentes.
O corpo, murcho, cai leve ao chão, como se fosse pena, quando o único desejo é fechar os olhos. 
Levanta-se mole quando o dia novo vai começar, para que ele caia de novo. Todo os começos sempre acabam sendo grandes e indomáveis encontros com a ruína; e mesmo quando dormi sorrindo, sente-se... 






















no chão.

Um comentário: