Há uns tempos, dir-se-ia que nós estávamos namorando, risonhos e contentes e que, não poderia ser outra coisa. Há uns dias, estava eu andando solitário, mas em minha companhia, até que vi teu semblante feliz atravessando a esquina e se encostando no poste, que por sinal, era menor que teu corpo. Só ele existia, os resto era miúdo, finito e muito colorido. Preferia a sua luz exagerada que sempre apagava todas as cores possíveis de existir.
Há umas horas, fiz o mesmo caminho de concreto como em todas as manhãs. Foi o sol, aquele gosto amargo de vida logo pela manhã, que me fez cogitar tua presença. Queria muito sentir o gosto amargo que é te ver e poder deixar cair da minha boca um pouco de sutileza, já que isso lhe parece ser tão mais agradável. Já tomasse conhecimento de que nossas conversas, covardes e subliminares, só acontecem de noite e de dia, quando não nos vemos?
Há uns minutos, decidi não achar que tenho algum valor e que nossas pequenas estrelas ainda caminham no céu do dia e da noite, conversando e sendo os amantes que sempre foram.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Tudo fica muito mais considerável pelos teus dedos.
ResponderExcluirÉ incrível.
;)
Ruan, Ruan, Ruan. Me deixas sem palavras.
ResponderExcluir;*