sexta-feira, abril 27, 2012

Transborda-dor

É como qualquer homem faria
da dor gélida da noite
ao calor vivo do dia.

Vou bater com meu açoite
e ouvir-te dizer
"Não me judia!"
No calor tenro desse prazer
tua face a desfalecer
em dor e agonia.

Só não tem porquê negar
resistir a energia
das forças desse meu apertar
o teu corpo que havia
queimado o dorso o torso
a vontade de matar
o gozo o rosto.

É intenso desejo, largo
almejo, que não esvazia.

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