domingo, setembro 11, 2011

Errre menosss

Não estou mais na parede. Ele deve ter ficado com tanta saudade e tanta raiva de mim, que ao mesmo tempo que decidiu me esquecer, decidiu me castigar.
Ele sabe que eu sei, que não estou mais na parede...
Ao mesmo tempo, me invade e se sacia de mim enquanto me bebe.
Estou entregue e ele não quer entregar-se.
Me engana deixando-me ser eu; fico dando o apoio moral. Reforçando a alma boêmia que precisa tocar a carne para aliviar as pressões da mente.
Eu não posso condená-lo justamente por compreender que o fogo que nele arde e exala aos arredores é o mesmo que me queima.
Por dentro a efervescência é uma constante, nos suportamos as dores nos corpos mas perdoamos aquilo que somos um com o outro - negação e tirania - para existirmos plenos.
Ainda trememos em nossas bases quando estamos perto. É o extremo conforto denunciando a nós de sensíveis.

Um comentário:

  1. Deve ser brabo ter dr com vc! rsrsr

    Primeiro eu pensei, parede? Eu conheço ficar no muro, encima do muro, mas na parede eu nunca vi... Aí lembrei, de quando se coloca alguém contra a parede... legal, isso pois é um evento de um campo de pertencimento, mas como (acreditando em concordar com o que eu interpretei do seu texto) diz ele deve ter deixado esse campo para ir para o do castigo, aí realmente as regras mudam. Mas o que percebo é que vc faz questão de embaralhar, talvez pela poesia, me lembrou a Eulália (madamefala) resgatando sentidos perdidos, significando para inventar a vida, onde será que existe o sensível?

    Nas palavras ao menos, e que bom.

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