sexta-feira, julho 01, 2011

Quanto mais explico as perguntas, outras me seguem. O conflito não reside na dúvida em fazer mas é o instante decisivo que está em jogo: a hora certa para definir se o que está sendo feito é realmente o intencionado. Não é para que eu pareça um cachorro, meus olhos são humanos, não tenho nenhum outro apelo. Olho com este mesmo olho que lê, mas penso e enxergo ludibriado por uma crença infundada. Ainda não parei de escrever e parece que já perdi o fio da meada. Se o caminho é sinuoso, não há motivos para tonturas; girar é preciso e quão mais aumentar a velocidade, logo é possível voar em espiral rumo às alturas. Lá onde não residem as glórias, mas a visão do todo. Nessa geral caminha o coração que vai batendo sozinho enxergando realidades que não palpitam juntas, mas que se completam e salientam o meu saber de que o que infiltra, também jorra, e jorra igual, em todos os lugares.

2 comentários:

  1. cláudia i, vetter5 de jul. de 2011, 01:28:00

    ''o todo é mais que a soma das partes'',
    diz lynch.

    e eu acho que nos plenos sentires,
    mesmo pela metade,
    é verdade...

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  2. sentir é de verdade, a realidade que é relativa. Relativa pergunta da resposta que de um jeito é inventada, pensada.

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