O ranger desta mesa dá-me impressão de que parei, por um tempo, de ser eu mesmo. De que passei a emitir outros sons. Na realidade, emiti o som doce a minha voz, que parecia ranger, ao lado da tua. Como se de ti, viesse música. Não canso-me de repetir, que parcialmente, és incansável. Mas te ter por inteiro, a todo tempo ao meu lado, seria exaustivo. Um fardo que eu não teria capacidade de carregar. Teus ares pesariam e confrontariam os meus. Terminaríamos em lágrimas, com raiva.
Mas é com raiva que desligo o telefone, para subir com pressa e dizer, feliz, pra mim, que conversei contigo. Hoje [...] sei que não tenho, mas quero morada. Quero ter meus braços quentes e meu corpo rígido, mas não quero esperar o concretizar do meu desejo. E não esperaria que virias até mim com sua linda face, de comprador de corações. Prefiro a nobreza despretenciosa. Ai, como repito. Sou quase um computador. Deve ser essa nova cultura. Que me abraça toda vez que digo teu nome, prometendo-me morte mas enchendo-me de carinho.
Sou teu enfermo. Mas ao ver acabar as linhas do caderno, me curo; não deixo que meu orgulho adoeça. Prefiro não continuar dizendo. Antes que eu morra, minha cabeça estará doendo por, meticulosamente, organizar palavras; que depois não serão lidas por outro par de olhos que não os desejados: seus.
Não imprima novas folhas com este segredos. Eles são tão teus, que não cabem em mim. E é por isso que os mando longe: porque tenho tanto medo de te perder para algo vil, que te sustento e te inflo. -Mais uma caixa, guardada - Esta carta não é de mi para ti. É de uma posse tua para inflar-te o ego. Teu homem-selvagem há de caminhar veloz depois destas inacabadas linhas. Porque antes de acabar, o medo vem dizer-me que eu, ao contrário, tenho muito a perder. e este pedaço que escreve não sou eu. É maior. Se existe posse, és o demônio. Personifica-te naquilo que não acredito e vens dizer-me juras, de amor a todo instante. Eu sou prisioneiro de um desejo. Que controla-me. E impulsivamente perco-me em qualquer entendimento com a esperança de não estar me contradizendo, mas sim de estar levando-te algo de bom e belo. Já não acredito mais em mim sem antes acreditar no meu amor. E hoje, platonicamente, deixo em too o meu corpo; too o sentimento amoroso que eu posso dar: eu mundo de ódio. Um extremo doloroso, mas que por fim, acaba belo. Não hei de finalizar dizendo "te amo", mas sou capaz de declarar meu ódio para ver tua indiferença e desejar-te cada vez mais.
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Eu caio na mesma ladainha porque essas linhas me enlaçam e eu caio em mim: a mesma, tentando por ti: o único... e assim eu caio, caio à teus pés dizendo que no solo me deixas, mas é tão nobre, que me deixa cheirar a essência (a raiz), da flor mais perfumada e bela.
ResponderExcluirSó poderia ser de você.
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"(..)mas sou capaz de declarar meu ódio para ver tua indiferença e desejar-te cada vez mais."
ResponderExcluirfico sem palavras diante das suas..
cuide-se, Ruan ^^
você come pólvora no café da manhã, lancha livros de filosofia, Bebe ácido suflúrico, assiste à reações nucleares, corre entre lobos, mexe lavra com dedo.
ResponderExcluirVc é um ex-man! Sou teu fã, homem nuclear!