ELA ACORDOU. Mas o fato de ter acordado não revelava que estava presente. Ainda estava em seu sonho, seu dócil e amável sonho. Os sonhos eram a única forma de fazer com que as coisas continuassem vivas e acontecendo em qualquer hora ou lugar.
Sonhava com seu sonho realizável, que não tornava-se real por causa da distância. E a distância fazia com que sonhasse tanto, mas tanto, para que tivesse sua falsa concretização mais perto. O sonho era o fim de uma estrada que parecia interminável mas possível de caminhar. Era o que mantinha seus olhos fechados sob o azul do céu e sobre o negro da mente. Era o escape da realidade que a fazia criar o possível, o que ela sustentava sozinha todos os dias. Uma fuga. Assustadora, mas com o intuito de encontrar do que se foge...
Acordou e a consciência de um novo desencontro e da distância tomaram conta de seus pensamentos tão pouco humanos. E o seu amor por olhos fará com que os seus se fechem para poder procurar no escuro o brilho distante daquilo que busca, em sonhos.
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sonhos, sonhos, sonhos...
ResponderExcluirnada pior do q sonhos interrompidos
abraço meu caro!
http://riot-act.blogspot.com/
ResponderExcluirainda nao li o teu, mas passa lá, pois o ''sujeito composto'' te recruta!
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Cá literalmente estou eu; e literalmente.
ResponderExcluir;********