UMA HORA SOU UM. Uma hora sou outro. Mas sempre sou eu. Eu, que sei mudar a minha voz e minhas palavras. Eu, o primeiro pronome do caso reto. Me entrego em mim; comigo fico feliz. Busco uma nova experiência como eu. Eu sei tão bem que não e que amanhã posso saber de novo. Sou preto no branco. Minha melodia igual a do piano. Minhas encenações deixo no banheiro ou dou a descarga. Um embalo sonoro me leva à uma nova introspecção.
Será que sou capaz de aguentar o amor que trouxe no bolso da calça? Ou rasgo todos os papéis.
Quero incendiar minha crença. Só posso acreditar em mim... Cada um é diferente. Um ponto me separa para começar a linha do segundo. Eu sou o primeiro. Primo de Narciso.
A covardia... O que tem ela mesmo? Sim. Uma fuga que planejo sempre quando vou dormir. Uma forma a mais de negar o que quero sentir.
Eu disse algo? Não sei.
Corri.
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Egocêntrico? Nem... Imagine...
ResponderExcluirhehe
Dormir é bom, a gente esquece e viaja, viaja pra longe do que deitou pra esquecer..
O amor no bolso da calça...como um objeto que carregamos sem saber o que fazer direito com ele...mas está sempre lá pra qndo for preciso..
Impreciso é o que dizer...belo texto.
obrigada pela visita, não suma assim, é bom ter você por perto.
sopros d luz!
=*
Fernando Pesso escrevia poemas em linha reta!
ResponderExcluirerrata!
ResponderExcluirpessoa*
Você é totalmente fantástico MAN!
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