quinta-feira, julho 19, 2007

À pessoas que ainda não conheci

Ele podia sentir, mesmo que na distância, a evidência do amor mostrado por ela. Ela o sabia com os olhos e com os lábios. Ele a palpava na alma, usando a íris. Os braços e mãos não se entrelaçavam, porém os lábios, ah!, os lábios buscavam juntos palavras pra expressar tanto amor. Amor que não cabia dentro do ciúme. Amor que para as palavras parece suspeita.
Os dois corpos, ali, juntos, vestidos e presentes, não aparentavam uma necessidade única de se encontrar. Queriam calor, o calor do que os mantém vivos, o calor da alma, se é que ele existe.
A dança, os movimentos e os olhares os envolviam cada vez mais. O toque rápido e o beijo mostravam cada vez mais a busca de uma palavra--chave que libertasse o amor.
Mesmo não precisando, achavam. E era amor.

3 comentários:

  1. Sabe que eu ando acreditando que a beleza que a gente acha é a que a gente têm e a que necessita? É um encontro involuntário. Me felicito por parecer tão bonito.

    E que lixo produtivo hein? ¬¬

    ;***********

    T+ menino impossibilitado pelo país... ;D

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  2. Estou solidário com o povo brasileiro neste momento tão TRÁGICO. A vida só nos permite dois termos: a felicidade ou a infelicidade. Desta vez, quem mandou foi a segunda. Que a vida continue feliz para os que ficam.
    Até sempre

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  3. o amor é o tipo de palavra que deve ser usada sem que se pergunte sempre pelo seu significado.. ela cupre esse papel perfeitamente.
    abraço

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