segunda-feira, julho 02, 2007

O bar da libertinagem

Depois de ver o que havia dito e o que tinha pensado, foi parar na frente de um pequeno boteco, daqueles onde ficam os libertinos mais sujos e mais promíscuos. Andou, chegou perto do mais sujo, do menos puro, do impróprio. Impróprio para o momento, diga-se de passagem. Olhar para aqueles olhos que quando embriagados pareciam ver melhor e tocar nas mãos calejadas que agora pareciam estar mais suaves por causa do banho de álcool que levaram, a deixavam mais impressionada. Não sabia quem amava mais. Se a ela mesma ou tentava amá-lo sem medidas. As medidas que ela traçava não consentiam com as formas que ele esboçava.

Os dedos enlaçados, pareciam criar poucos traços abstratos que davam abertura para criação de novas figuras na paisagem cor-de-pele. Enquanto naquela sensação indiferente de sonho, ou de devaneio como os gênios costumam tratar, não sentiam sequer o ar. Ela sabia que ele estava tomado por um elemento mais forte que o álcool e mais corrosivo que o tabaco. Ela sabia que ele a amava.

Ele nem imaginava o que era amar. Era um rico inocente. Um libertino. Um pobre promíscuo que não pensava em mais nada a não ser sexo. As pernas já fortes pelas corridas e caminhadas, não o mostravam fortes. Mas ele queria boas pernas para atrair ela. E ela com certeza o queria assim.

Deram goles de alegria. Andaram nas ruas que não foram da amargura. Saíram do bar da libertinagem para que fossem para o quarto dos vagabundos. Lá absorveram corpo e alma. Entregaram-se ao nada. Morreram de tristeza. Não sabendo que era sempre amor.

3 comentários:

  1. Porra, que lindo.

    (Minhas palavras nunca se sustentam belas...maldita insuficiência!! >.<)

    T+ amigo desnaturado.

    ;D

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  2. estranho jeito de demonstrar...

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