segunda-feira, junho 18, 2007

Hoje é poesia

Rimada em versinhos subliminares, tuas palavras hoje são poesia. Até as poucas falas e as gargalhadas sem motivo são poesia. Mas só hoje.

{Vou confundir a ordem das margens para que eu seja mais feliz enquanto a compreensão é demorada e tola. Farei de meu melhor personagem o pior dramaturgo}

A canção confusa acompanha teu ritmo frenético e irônico, que soa como poesia. Hoje é poesia, amanhã nostalgia.

{O poeta, nobre poeta, viajou pra longe, pra além da memória. Pra depois do arco-íris, pra não ser descoberto. O admirador, escrivão, sumiu pensando que o amigo tinha fugido em busca de novas inspirações.}


Te digo que posso ser agora o que não serei depois. Afirmo em público que não tenho nada a perder. A não ser que ganhei algo de alto valor e não sei ainda. A não ser que minha derradeira consciência esteja me castigando e eu não saiba. Mas isso só pode ser impossível.


Hoje eu vim falar de prontidão, de vigília e de paixão. Não quero saber de contos ou de confusão. Hoje a poesia é o remédio do coração. No desabrochar desse sorriso que estou vendo aqui dentro, sei o quanto me rendo diante de teu seio, aclamado e venerado seio de segurança, onde faço porto de espera, sem que seja seguro.

Pra falar a verdade, hoje era pra ser poesia.

{Amanhã, na busca, eu falo de contos, porque hoje ele falou de poesia}


Algo está me proibindo de ser poeta. Será a neurose? A saudade?


Algo não lhe faz poetiza. Será a verdade? A nostalgia?
Cansei de dizer que tu és hoje poesia.

3 comentários:

  1. Esse é o meu garoto!!!!
    o/


    Já te disse sobre né...Putz, é sempre o mesmo.

    ;**************

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  2. Incrível, me arrepio as vezes com o que escreves.

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  3. Eu não tenho a tua capacidade de escrever textos, tão pouco entendo o que tu escreves as vezes, mas gosto de lê-los ;}

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