sexta-feira, junho 01, 2007

...?

Da mais doce inspiração foi possível absorver o mais doloroso gesto não-concreto. Mas de sentido completo. E se teu amor não fosse mais que senão uma pequena pena que não pesa em meus ombros, mas que apenas me suaviza e me faz sentir que teu olhar inexpressivo ou o teu não-olhar é tão pesado que me faz cair.

Que sensação de mar é essa em teus ouvidos? Não escutas o som da alma e enlouquecestes com o mexer das águas, devido ao ritmo constante do mesmo.



Todas as tuas explicações levaram o que somos direto a um poço, um poço com luz. A fraqueza nos fortaleceu e o paradoxo, eterno paradoxo toma conta de tuas almas e te transforma em vários pseudônimos inconstantes e indecifráveis.



Se vistes o que tuas pequenas palavras proporcionam, verias que não é mais um corpo, e sentirias finalmente que esta carcaça que está a pesar por sobre a terra tem algum próposito, algum fim.



Por mais que teus passos ritmados vão e voltem, te desconheço a cada instante. Tuas imagens não são pra mim como um reflexo de teus pensamentos, porque não desvendo o que pensas. Mas se fosse possível te sentir, serias tão gélido quanto o gelo, e ao meu toque derreterias.

Serás aquilo que definires ser. Terás o quiseres ter. E ao mesmo tempo não terás nada, almejando sempre mais...





?


Um comentário:

  1. Fodaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa...

    Sério cara, tu me surpreende.

    .
    .
    Bela fonte de inspiração essa.


    ;******

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