terça-feira, junho 26, 2007

Atraso

Não vi nada que me causasse tanta impressão. O meu atraso não me levou a nenhum outro lugar. Meu encontro por acaso com outros, foi por acaso. Minha partida solitária, foi só. Meu dia recomeçara pra nada. Pra executar todas as operações rotineiras que fiz ontem e repito agora.
Algumas com prazer, outras por dever. Faço. Uma letra possessiva se repete nas linhas e entrelinhas do meu caminho ainda prevísivel, só não sei por quanto tempo. Ritmos distintos, trocas constantes, mudanças de setores. Tudo, tudo ao mesmo instante.

Meu último passo foi um presságio de inércia. Meu último suspiro expressou a espera; espera pelo término. Espera que chega ao seu segundo estágio, enquanto o tempo passa. Meu coração, meu vasto e solitário coração não está doendo, nem sentindo. Não me falta o que eu não quero. O que eu quero me falta, mas o material não é mais tão necessário como antes.

Um atraso que me conturbara muito. Dois minutos pra surgir nervosismo. Descontrole. Temor. Joelhos trêmulos e outras coisas mais.
Mas dois minutos me trouxeram o encontro do acaso, que não significou mais do que um encontro social. Uma parte do convívio.

Assim que fujo, me busco. Assim que busco, me encontro. Quando me encontro, me canso. Mas esse cansaço desproporcional mostra minha constante vida, que por si só, já basta.

4 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Basta? Se basta, já é o bastante (;

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  3. "Assim que fujo, me busco. Assim que busco, me encontro. Quando me encontro, me canso. Mas esse cansaço desproporcional mostra minha constante vida, que por si só, já basta."

    cara, gostei disso, foi pleno.
    e com certeza agente se ve esse nao. vais no bacuri?
    ;**

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