
O céu de cor de fogo faz a guerra explodir ao longe e a cidade queima como palha. A cidade explode como nitroglicerina. A mente da cidade não tem controle.
Fora de controle as almas que nela habitam clamam por socorro, querendo sair. A cidade queima e ninguém os vê.
Quem existe queima enquanto o céu explode.
Bolas de fogo na cabeça de cada um, fazem destes fogo. E a cidade queima.
A cidade está queimando, os homens estão morrendo. O céu desce com forte peso. A melancolia se espanta ao ver a desgraça nascendo... Quente e onipotente.
A cidade explode, o homem morreu. O que restou? Além do céu?
Nada...
Só o céu que mostra as luzes da guerra, só o céu que acolhe a fumaça da terra, só o céu... O céu que ainda vive, já que não há mais vida na cidade que acabara de queimar.
E outra cidade queima, e outros homens choram, outras vidas se vão.
E o céu continua vendo a cidade queimar, junto daquilo que a aqueceu.
O homem morreu, nada restou. O céu viu que a cidade queimou.
Quantas mais? Quantos mais? Quantos animais pra destruir o que criaram? Que instinto é esse que destrói, que guerreia e que cobiça?
Que humanidade é essa que queima?
Homens que queimam a si, queimam também, os seus sonhos, as suas casas, as suas torres, os seus palácios e além disso, queimam sua morada. Sua bela morada... E o céu assiste vivo.

Se o homem é como o céu e seus atos como as nuvens, penso que será mesmo qua a pólis e suas derivadas em homem e realidade realmente evoluiram? Ou será que o sopro e abrigo dos seus está inerte por que nós nos cobrimos em nossos conceitos?
ResponderExcluir"...o homem é o lobo do homem..."
O gosto do céu é o prazer de ver a tarde cair em cores que o próprio fogo transparece...irônico não?
Mas existe, e se simplesmente também extíssemos que sabe do c[eu nossa contemplação na Terra não teria agoniante definição...
"(...)Sem limites para crescimento, teu céu é meu chão. (...)"
Ótimo post!
;)