quarta-feira, abril 04, 2007

(Não diga meu nome!)

Foi o único pedido que fiz quando fizeste a pergunta e do mesmo modo tu continuou proferindo ele de forma vazia, usaste como uma figura.
Gritos estes teus que me atormentam até agora, palavras de ordem implantadas com altas doses de fala.

Só não diga meu nome!

E continuas a...
A falar coisas sem sentido, a tentar me implantar o silêncio, a tentar formular minhas frases, a reciclar a consciência universal e a mudar o mundo com tua exaltação.
E por mais pedidos que te fossem feitos, tu negarias tudo e continuarias a gritaria.
Os gritos de silêncio mais deploráveis que alguém poderia soltar ao ar da mente. O vazio cerebral se tornou, nada mais, nada menos, que um demasiado cerebral farto de distorções sobre o que é a realidade.
Queria que tu não fizeste isto, que não rompas os fios das meadas, que não mantenha a nossa realidade tão real, que não mude a fantasia mas que troques todos os teus verbos, todos os teus gestos e todos os teus pesares de pensar.

E tenta Não dizer meu nome só por um segundo.

2 comentários:

  1. Só não o pq do grilo com um nome tão bonito, Ruan.
    (ops)

    :* querido, ja falei o que acho das tuas POStagens.

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