terça-feira, dezembro 05, 2006

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Chamar de depressão é muito errado, dizer que é exaustão também é errado. É alguma coisa que não há explicação, só pode se dizer que é pensamento constante.Só pode se dizer que pensar a todo instante e não chegar a alguma conclusão concreta o suficiente a ponto de me convencer é ruim. Tem algo faltando.Obedecer menos. Brigar mais. Ser mais sincero comigo mesmo. Ser mais realista. Mais racional. Talvez?Largar frases ininteligíveis e se focar em algo coerente. Sair da ficção e vir pra realidade diária, e sentir que nada é tão bom ou tão fácil como podemos imaginar.Estudar, crescer, evoluir, properar, acumular. Será?Egoísmo de minha parte? Talvez. Insegurança? Sim. Do quê? Não sei ao certo.Será que existem fatores que expliquem o que o ser humano sente quando se encontra impotente diante das coisas? Tentar falar com alguém não resolve. Morrer calado também não. Tentar buscar a perfeição dentro do silêncio? É inútil quando o silêncio nunca se faz presente.Aquietar de modo que ninguém nos perceba e viver de modo que ninguém nos note talvez faça com que as coisas se amenizem e não sejam tão intensas...."covarde demais pra entender o quanto é intenso"...

Um comentário:

  1. Saudações...

    Bem, de momento ao menos, não tenho palavras próprias para acrescentar; estamos nos mesmos patamares de dúvida, incerteza, insatisfação, paralisação, cegueira... Seja o que for, é - e é o que basta.
    Bem, como deu pra ver, tô sem inspiração... era melhor ficar quieta... >.<
    Mas a seguir, colocarei um texto que li - de autor para mim desconhecido - mas que relamente despertou e fez valer minha atenção; até me deixou pequena e extremamaente descoberta pelo que abordava; certamente todos têm aonde se ver e sentir... espero que sirva pra algo:


    "{*Felicidade*}

    Aqui
    Nesta celestial vacuidade
    Onde tudo é provisório
    Nasce acabado e corroído
    Cada qual à sua maneira
    Contorce-se e se reinventa
    E morre sem ter vivido
    Grande ou pequena
    Cada qual abraça sua quimera
    Nessa dança ridícula da vida
    Onde se chora para então sangrar todos os dias
    Quando a infância se despede
    Deixando as lembranças
    Levando uma amplitude de ser
    Delas retiramos descrições
    As mais belas invenções
    Nutrindo toda beleza
    Profusão de ideais
    O dobro de tudo
    Pintado em todas cores
    Num quadro num quarto da memória
    dos plágios
    Ao meu lado, vida real
    Algumas variedades
    De perspectivas delirantes
    Três sentidos da vida:
    Tomar banho, beber café ou dormir
    Enfado...
    O problema não é a cura
    – dizem –
    Nem é a doença
    O problema escapa pelas mãos:
    As coisas pequenas demais
    Onde dizem estar a felicidade
    – serão aleijados voluntários
    ou incapazes do que é grande? –
    Seria isto, então, o problema:
    Nascemos sem os óculos – da alma?
    Nascemos sem os nervos – dos heróis?
    Quem cresceu para aprender
    A ver com o coração
    Quem esqueceu para voltar
    A ver com os olhos
    Conhece as minas da fascinação
    Os espelhos que ofuscam a razão
    Os espelhos que refletem a ilusão
    O espaço vazio entre tudo – o vão
    A repulsão entre tudo – a contradição
    Será que ela se abraça
    Ou ignora a explicação?
    Que culpa teria o erro?
    Prometeu alguma verdade?
    Que prometeu um sentido?
    Que trocaria a escolha
    Pelo sorriso plastificado
    Da felicidade obrigatória?
    – se é que vale a pena –
    Vai e mira qualquer coisa
    Além dela mesma
    Pois como é triste viver
    Em meio à matemática
    Sem nenhum enigma[sem resposta
    Sem nenhuma paisagem
    Lançando véus e enigmas
    A cobrir este lamaçal de vida
    Toda solução indica o nada
    – o fim prematuro da jornada –
    Que dá numa encruzilhada
    Onde há um milhar de duas placas:
    Seja bem-vindo! Boa viagem!
    (aqui é o começo)
    (aqui é a chegada)
    Somente resta a disposição
    [indisposta
    Em explicar o porquê de uma rota
    O porquê de um passo, do movimento
    [dessa música
    De somente uma nota
    Digo isso porque, nesta cadeia
    Encontrei a minha resposta
    (de longe, era tão bela...)
    Não era igual a todas:
    (um meio) – Era o derradeiro
    Âmago do absurdo
    O cerne a contradição
    As vísceras dos átomos
    Entoando uma melodia pródiga
    Tão amarga, verdadeira
    Que me fiz prisioneiro
    (seria um eremita
    se houvesse um caminho
    pelo qual regressar)
    Forjei minhas correntes
    E espero: um há de ceder
    De se decompor primeiro
    Em meus sonhos
    O detector de metais acusa:
    Uma arma apontada à cabeça
    (como invejo esta máquina...)
    Este é o único sonho
    Em que sei ser feliz:
    Sentindo a liberdade
    Rasgar as couraças do peito
    As mãos, os pés – obedecem!
    As cores sonhadas, renascem
    De uma memória abandonada
    Por um segundo, um vislumbre:
    Tenho todas as escolhas
    Mas por que nenhuma?
    Sonhos são para um só dia
    Nunca chega a hora
    Mudo, nada muda
    Volto, nada muda
    Avanço, nada muda
    Desisto, e me empurram
    Mas não aprendi a dançar
    Não aprendi a caminhar
    Não aprendi as certezas
    Dos passos firmes
    (sabe lá para onde)
    (sabe lá para quê)
    Cada movimento
    Em tudo que tem valor
    Só me gera a sensação
    De que nunca saí do lugar
    De que me comportei
    Devidamente: como um aleijado
    Nunca chega, hora nenhuma!
    Não que, no fundo, seja diferente
    Não que, no íntimo, seja especial
    Como exemplar dos qualquer-um
    Sou também uma pequena merda
    E será minha felicidade evaporar
    [todo o esgoto das veias
    Tudo aquilo que se ensina a calar
    Vazio
    Procuraria pelas palavras
    De uma despedida tão altiva
    Que a arrogância das máquinas[se curvaria
    E me daria boas-vindas
    E me abraçaria o rosto[decomposto
    E o germe estéril
    Que criou o homem
    E uma realidade insólita[nele
    E uma inquietude estúpida[em nós
    De não querer não desejar[não sofrer
    Permanentemente
    Suicida potencial
    Sufocando a cada respiro[frustrado
    Somente na morte
    – entrementes –
    Entre mentiras e entorpecentes
    (mas não é preciso escolher o fim
    podemos optar pelo medo cansado
    baixar a cabeça, suspirar, esperar:
    – acorrentados ou caminhando –
    no fim, não temos escolha
    sonhamos no mesmo lugar...)
    Seja bem-vindo!
    (aqui é o começo)
    Abrace sua quimera!
    Boa viagem!
    (aqui é a chegada)
    Hora nenhuma!

    {*André Díspore Cancian*}

    {...........} "


    Sem mais para o momento, cordiais cumprimentos... t+.

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