Numa e em tantas
Noites lindas,
Limpas
Noites estreladas,
Pontilhadas noites
Refletidas no chão
Dessa nau.
Noite cheia
De gente da noite,
Esperando partir
A noite e chegar
Brilhando o dia.
Vertical a noite,
Borracha do Horizonte.
Horizontal meu olhar
Procurador noturno:
Quero te achar noite.
Deusa noite estás? Na manhã?
Escondida à parte
À tarde? Noite
Entalhada no destino
Dos meus dias.
Noite cravejada de dia
Teus brilhantes mais
Puros e reluzentes
Teus trunfos mais
Ébrios, eloquentes.
Noite limpa,
Paradoxo denso
Sujo e também
Transparente.
Há em ti algo
Que eu penso
Ser meu.
quarta-feira, setembro 10, 2014
quinta-feira, julho 31, 2014
quarta-feira, julho 23, 2014
sexta-feira, outubro 25, 2013
quarta-feira, julho 03, 2013
segunda-feira, julho 01, 2013
terça-feira, junho 18, 2013
É e é porque é dedicado ao intenso profundo distante azul horizonte que a palavra se deleita à espreita de um facho da luz transformadora.
A ausência de espaços tirando o fôlego traz-me o cansaço insuportável que é falar e respirar quando todas as operações são dificultadas.
Produzir, então, nem se fala nem se respira, nem se pensa. A palavra silenciosa é diferente, e igual, a pronunciada.
A ausência de espaços tirando o fôlego traz-me o cansaço insuportável que é falar e respirar quando todas as operações são dificultadas.
Produzir, então, nem se fala nem se respira, nem se pensa. A palavra silenciosa é diferente, e igual, a pronunciada.
Estar doente é o bicho da emoção, não sobrando barreira alguma pra esconder qualquer dilacerante-enorme ferida que se alimenta, na metáfora, da humanidade em mim. Sentar-me ao lado do banco vazio simulando tua companhia produzindo esse desejo, antes fluxo, na máquina minha: meu corpo sente todos os órgãos, antes invisíveis, maquinando desejosamente. Claro que as emoções estão inflamadas e não estourá-las é essa resistência sintomática entre melhorar ou adoecer de vez. Metáforas como seres a luz que ilumina meu dia, o calor que aquece o frio em mim e metonímias como tu seres o cálice que comporta minha vida, seres o copo d'água que mata sede, nada sorvem. De nada preenchem pois que todos os suportes, em caso nosso, estão vazios. Errantes às avessas, batem-me à porta a pedir-me que resista, serás forte, tens de o ser pois que já o fostes até então. Bradando aos quatro cantos em esquinas pela vida-toda-vida, as vias - de meu corpo, meu gozo, meu lugar - vão se preenchendo de arrepios, esperanças fortuitas e coquetéis salutares explodindo pelas gargantas que clamam.
Muito tem somado-se ao nós dos últimos tempos e a contemporaneidade do nós é maior que os dois primeiros pronomes pessoais da gramática. Ainda que gigantes consigam andar pelas ruas, esse corpo que sente é múltiplo de órgãos, desejos e produções: o uníssono das massas cria o gigante. Que se desperta, quebra a barreira à força e escancara da emoção doente de nossos dias algo maior, onde realidade e expectativa excederam seus próprios limites reais e fictícios.
Muito tem somado-se ao nós dos últimos tempos e a contemporaneidade do nós é maior que os dois primeiros pronomes pessoais da gramática. Ainda que gigantes consigam andar pelas ruas, esse corpo que sente é múltiplo de órgãos, desejos e produções: o uníssono das massas cria o gigante. Que se desperta, quebra a barreira à força e escancara da emoção doente de nossos dias algo maior, onde realidade e expectativa excederam seus próprios limites reais e fictícios.
domingo, abril 07, 2013
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